quinta-feira, 2 de abril de 2009

TRE do Maranhão abre concurso com 47 vagas

São 16 vagas de analista judiciário, com salário de R$ 6.611,39.
Há 31 vagas para técnico judiciário, com salário de R$ 4.052,96.

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão abriu concurso público com 16 vagas de analista judiciário, com salário de R$ 6.611,39, e 31 vagas de técnico judiciário, com salário de R$ 4.052,96.

A taxa de inscrição é de R$ 70 para o cargo de analista judiciário e de R$ 50 para o cargo de técnico judiciário.

As inscrições podem ser feitas pelo site do Cespe/UnB a partir das 10h (horário de Brasília) do dia 13 de abril até as 23h59 do dia 5 de maio. Um dos critérios para admissão no cargo é não ser filiado a partido político.

Quem quiser se candidatar a uma vaga de analista precisa ter diploma de nível superior. É possível se inscrever tendo qualquer área de formação (4 vagas) e para as seguintes especialidades (nas quais se exige diploma da área): contabilidade (2 vagas), engenharia civil (cadastro reserva) e judiciária (10 vagas, neste caso, é preciso ter diploma do curso de direito).

Para o cargo de técnico judiciário, a exigência é de diploma de nível médio. São 25 vagas. Também há vagas para técnicos especialistas em programação de sistemas (5 vagas) e em operação de computadores (uma vaga).

Para os candidatos a analista judiciário, haverá provas objetiva e discursiva, que serão aplicadas no dia 21 de junho, na parte da manhã. A prova objetiva para o cargo de técnico será aplicada na mesma data, mas no turno da tarde.


TRE do Maranhão
Inscrições
13 de abril a 5 de maio
Salário
R$ 6.611,39 para analista judiciário e R$ 4.052,96 para técnico judiciário
Vagas
16 para analista judiciário e 31 para técnico judiciário
Taxa de inscrição
R$ 70 para analista judiciário e R$ 50 para técnico judiciário
Prova objetiva
No dia 21 de junho; para o cargo de analista, haverá também prova discursiva
























Veja o edital, clique aqui.


G1.

Lei de Imprensa: dois ministros votam pela revogação, mas STF adia decisão

BRASÍLIA - A decisão sobre a revogação da Lei de Imprensa ficou para daqui a duas semanas. No julgamento realizado na tarde desta quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), votaram apenas os ministros Carlos Ayres Britto, relator do caso, e Eros Grau. Ambos votaram pela extinção completa da lei, herança da ditadura militar. Os outros nove ministros ainda precisam votar.

O argumento da ação, movida pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) é de que a legislação impõe sanções muito severas e, por isso, é usada como instrumento contra a liberdade de expressão nos meios de comunicação. Ano passado, o tribunal suspendeu 20 dos 77 artigos da lei . Desde então, juízes de todo o país têm usado os códigos Civil e Penal para punir excessos cometidos por jornalistas. ( Os artigos da Lei de Imprensa que foram suspensos ano passado)

Durante o julgamento desta quarta, Ayres Britto argumentou que a Constituição já tem meios de defender as pessoas que sejam eventualmente atingidas por crimes cometidos pela imprensa.

- Se nenhuma lei pode ir além do que foi constitucionalmente aplicado livre e pleno, como ir além do livre e pleno? Que serventia tem a Lei de Imprensa se a Constituição hoje alcança o ponto máximo de proteção? Como ultrapassar o plenamente livre? Impossível. Só teria como serventia restringir, inibir, constranger, reduzir o espaço de movimentação - afirmou o relator.

- Quando a colisão entre a lei menor e a Constituição se dá em quase toda a cadeia redacional, o que se toma corpo não é a autonomia material. O que se tem é a realidade marcada por diplomas normativos ferozmente antagônicos e contrários em suas linhas e entrelinhas - completou.

Como a intenção do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, era retomar o julgamento na quinta-feira, o ministro Eros Grau, dizendo que não poderia estar presente, antecipou o seu voto defendendo a revogação completa da lei.

Em seguida, o ministro Marco Aurélio argumentou que deveria ser mantida a pauta já agendada para a quinta-feira. Como na próxima quarta-feira não haverá sessão por causa da Semana Santa, ficou acertado que o julgamento será retomado no dia 15 de abril.

Mais cedo, ao defender a revogação da lei, Miro Teixeira disse que a liberdade de expressão "não é um direito do acionista do jornal, mas um direito do povo brasileiro". Ele defende que jornalistas não sejam condenados por manifestar opiniões sobre o exercício da atividade pública de autoridades, mas apenas se forem publicados comentários sobre a vida privada das autoridades. Ele argumentou ainda que autoridades que ocupam cargos públicos, muitas vezes não suportam ser fiscalizados pela imprensa.

- Para exercer vigorosamente, sem temores, o poder em nome do povo nossos políticos e nossas autoridades têm expressivas proteções legais. Todos os servidores do país gozam de imunidade, ou de foro especial - disse Miro, que acredita que uma autoridade não tem o direito de reclamar de críticas divulgadas por meios de comunicação.

- Esse não é um direito do jornalista, um direito de jornal, é um direito do povo. Alguém tem que fiscalizar. Existem os órgãos públicos que o fazem, nem sempre com muita eficiência. A imprensa são os olhos do povo. Requeiro que desapareça a possibilidade de pena a jornalista ou responsável pela publicação sempre que houver causalidade com o direito do povo e que nós possamos ter um país em que o povo possa controlar o estado e não que o estado possa controlar o povo, como temos hoje.

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos compartilham da mesma opinião. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) considera a Lei de Imprensa atual uma forma de podar os meios de comunicação, mas defende que haja punições contra excessos.

Logo depois da defesa de Miro Teixeira, foram feitas as considerações dos advogados Juliana Vieira dos Santos, da ONG Artigo 19 Brasil, e Thiago do Amaral, que representa a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que também defenderam a revogação completa da lei. Já o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, sustentou que seria melhor revogar apenas os 20 artigos já revogados pela liminar do relator.

- Uma democracia amadurecida apresenta padrões elevados de livre fluxo de informações e de proteção à intimidade das pessoas, como corolário da dignidade da pessoa humana - afirmou o procurador.

Gilmar Mendes defende regras para direito de resposta

Gilmar Mendes disse que a revogação total da Lei de Imprensa vai provocar um vácuo sobre alguns temas da legislação. Embora não tenha votado, Gilmar Mendes disse, ao fim da sessão, que é preciso haver legislação para assegurar, por exemplo, o direito de resposta.

- Não subscrevo esse entendimento de que não há lei. Não se pode entregar a qualquer juiz ou tribunal a construção do que é direito de resposta. O mundo não se faz apenas de liberdade de imprensa, ele se faz também de liberdade da pessoa humana - disse Gilmar.

Após a sessão, perguntado sobre o assunto, Ayres Britto explicou que, se o STF concordar em derrubar toda a Lei de Imprensa, o Congresso Nacional de fato poderá legislar sobre pontos específicos - como o direito de resposta e ações com pedidos de indenização.

Diploma de jornalista na pauta do STF

A Corte ainda vai decidir nos próximos dias se jornalistas sem diploma específico da área podem exercer a profissão. Não há consenso, no entanto, sobre o tema. Quatro dos 11 ministros já declararam simpatia pelo jornalismo sem diploma, em julgamento realizado em 2006 . Outros, porém, dizem em caráter reservado que a falta de formação específica preocupa. O ministro Gilmar Mendes é o relator do recurso.


O Globo.

Artigo: Os presídios lotados e a ordem pública nas ruas

A situação das casas prisionais gaúchas tem sido tratada com vigor pela mídia gaúcha, especialmente pela RBS, onde o competente repórter Daniel Scola a desnudou com riqueza de detalhes. Enxergo tais reportagens como fundamentais, pois têm o condão de despertar reflexões. Ocorre, no entanto, que existem dois temas centrais que não têm sido tratados com igual intensidade. O primeiro se refere à repetição desse tema, que foi objeto de inúmeras outras reportagens que mostraram essa realidade à população, que, portanto, a conhece bem e não mais a encara como nenhuma novidade. O segundo que reputo como o mais importante diz respeito à causa real do vertiginoso aumento da população carcerária, que decorre diretamente do crescente número de prisões, mercê do trabalho dedicado e diuturno dos brigadianos e dos policiais civis.

Aliás, o tema insegurança dos gaúchos era tema diário e recorrente da imprensa com deletério reflexo na população desde há muito tempo. Exigia-se uma ação proativa da Brigada Militar e Polícia Civil. Isto finalmente está ocorrendo, e o resultado agora pode ser enxergado e mensurado. Prisões e mais prisões a mancheias, todo o santo dia, em progressão geométrica. Prova disto é a situação caótica do Presídio Central, que nunca antes atingiu a cifra de 5 mil delinquentes confinados. E o resultado disso se traduz na ordem pública enfim controlada. Isso é extraordinário! Perguntemos aos proprietários rurais como estão se sentindo. Por qual razão este ano devemos comemorar a segunda maior safra de grãos da história? Ora, ao invés de se preocuparem com a defesa de suas propriedades – dantes submissas a invasões criminosas –, agora a preocupação é outra, de progredir, ajudar o Rio Grande a voltar a ser um Estado de destaque que orgulhe os gaúchos.

Ainda, é bom refolhear as páginas de Zero Hora de 28/12/2008, onde o jornalista José Luis Costa fez uma competente reportagem sobre os crimes nos anos 2000. Temos ali, com certeza, a resposta para o tema. Latrocínios (-33,1%), roubos (-16,5%), furtos (-15,6%), roubo de veículos (-58,1%), tráfico de drogas (+213,6%, excelente esse índice, demonstrador de que as polícias estão apreendendo mais, resultado de uma maior proatividade) e os roubos a banco, como estão? Por que não se fala nesse assunto? Mais, a exemplo do que ocorre em nível federal, onde a segurança pública está sendo discutida na Conferência Nacional sobre Segurança Pública (Conseg), vamos criar aqui um fórum semelhante onde possamos discutir o que fazer com a superlotação dos presídios gaúchos, todos abarrotados pela capacidade operativa das diligentes polícias de nosso Estado, do Ministério Público e de nosso Judiciário. Vamos convidar palestrantes de forma plural, com ideologia pró-cidadão de bem, quem sabe o jornalista Paulo Sant’Ana, que abordou magistral e ironicamente o tema na sua coluna de sábado passado. Ao fim, conclamo os gaúchos e as gaúchas que falem em abundância sobre a situação dos presídios de nosso Estado, opinando se os querem privados ou públicos. São os novos tempos. E um “Viva” bem sonoro à ordem pública enfim restabelecida nas ruas do Rio Grande do Sul!

Paulo Roberto Mendes Rodrigues, Coronel da Brigada Militar

Zero Hora.

Para mulheres, homens engraçados são mais inteligentes

Segundo pesquisa britânica, característica também incentiva relacionamentos mais longos.

- Uma pesquisa da Universidade de Northumbria, em Newcastle, Grã-Bretanha, sugere que mulheres acreditam que homens engraçados são mais inteligentes que os outros.


Kristofor McCarty, que liderou a pesquisa, pediu a 45 mulheres heterossexuais que lessem descrições de vários homens, escritas por eles mesmos - algumas mais engraçadas, outras menos.

A partir daí, as voluntárias tiveram que classificar os homens pela inteligência e honestidade e avaliar as chances de uma amizade ou relacionamento longo com eles.

Os homens que se descreveram da forma mais divertida foram classificados como mais inteligentes do que aqueles cujas piadas não eram tão engraçadas. As voluntárias também preferiam os mais divertidos para relacionamentos longos.

"Qualquer piada"

"As descobertas fornecem provas de que as mulheres usam o senso de humor como uma indicação da inteligência de um homem. Inteligência é uma qualidade muito atraente, pois um homem esperto deve ser mais capaz de conseguir recursos para sua prole", afirmou McCarty.

"Uma olhada rápida nos classificados pessoais dos jornais vai confirmar que mulheres procuram por senso de humor em um possível parceiro."

No entanto, o pesquisador alerta os homens que não é "qualquer piada" que funciona com as mulheres.

"Descobrimos que o humor precisa ser verdadeiramente engraçado para que o homem seja julgado como mais inteligente", afirmou.

As mulheres no estudo também classificaram os homens que produziam humor de alta qualidade como mais honestos e afirmaram que existia uma chance maior de elas se transformarem em amigas destes homens.

A pesquisa foi apresentada nesta quarta-feira, na Conferência Anual da Sociedade Britânica de Psicologia, em Brighton.


BBC Brasil.

O poder da droga no México

Ao tomar posse, em dezembro de 2006, o presidente do México, Felipe Calderón, reconheceu que "o crime organizado está fora de controle". Nesses poucos mais de três anos que se seguiram, 45 mil soldados do Exército e 29 mil policiais federais foram mobilizados para o combate às gangues do narcotráfico. As guerras entre as forças da repressão e os cartéis e entre estes deixaram cerca de 10 mil mortes (6.200 só em 2008). Perto de 60 mil envolvidos com entorpecentes (entre pequenos traficantes, membros graduados das "organizações" e matadores profissionais por elas contratados) foram presos. Setenta toneladas de cocaína, US$ 260 milhões e 31 mil armas (das quais 17 mil de grosso calibre) foram apreendidos.

O país vive a sua mais grave crise desde a Revolução de 1910. O crime organizado e a corrupção alcançam níveis assombrosos. Há poucos meses, o segundo homem do aparato judicial antidroga foi acusado de receber US$ 450 mil mensais de uma das máfias. Imagine-se o resto. Do outro lado da fronteira, documentos oficiais e pelo menos uma alta patente militar advertiram que o México, a 12ª economia mundial, pode representar um risco para a segurança nacional dos EUA, por estar próximo de virar um narcoestado e de fazer companhia ao Paquistão, como Estados falidos (failed states) em potencial.

Retrucam os mexicanos que o seu vizinho - maior mercado mundial de narcóticos e destino de 90% da cocaína que transita pelo México, um negócio de US$ 40 bilhões anuais - pouco faz para reduzir o consumo de cocaína (embora gaste nisso também cerca de US$ 40 bilhões e efetue 1,5 milhão de prisões por ano relacionadas com a droga).

A outra queixa mexicana é de que os Estados Unidos, ao permitir o comércio de armas, na prática municiam as gangues do pó: 90% dos seus arsenais (rifles semiautomáticos, metralhadoras, morteiros, granadas, fuzis de alta precisão e impacto) são contrabandeados dos EUA. Doze mil dos 107 mil pontos americanos de venda de armas funcionam nas proximidades da fronteira com o México, por onde entra uma média diária de 2 mil unidades.

Em visita ao país, esta semana, a secretária de Estado, Hillary Clinton, admitiu a "corresponsabilidade" americana sem meias palavras. "Nossa insaciável demanda por drogas ilegais alimenta o tráfico de drogas", reconheceu. "Nossa incapacidade para prevenir que armas sejam ilegalmente traficadas pela fronteira provoca a morte de criminosos, policiais, soldados e civis." Primeiro chefe de governo a ser recebido por Barack Obama, em janeiro, o presidente mexicano tinha proposto uma "parceria estratégica" contra o tráfico. Algo mais substancial do que o plano de US$ 700 milhões anunciado pela secretária de Segurança Interna dos EUA, Janet Napolitano, na véspera da viagem de Hillary Clinton.

O investimento em mais pessoal para controle da fronteira, serviços de imigração e alfândega, treinamento de policiais mexicanos e coordenação entre as respectivas agências federais faz parte da Iniciativa Merida, o plano de segurança para o México e América Central assinado pelo então presidente George W. Bush em 2007. O programa prevê um gasto de US$ 1,4 bilhão em três anos. Ciente, ao que parece, das limitações da iniciativa, Obama antecipou que, "se as medidas adotadas não forem suficientes, então faremos mais". O montante a ser gasto este ano equivale ao desembolso anual americano, entre 2000 e 2008, com o Plano Colômbia - o mais amplo e duradouro envolvimento dos EUA com a segurança de um país latino-americano na história recente. Ao custo de US$ 6 bilhões, foi concebido no governo Clinton para o combate às Farc e outros grupos narcoguerrilheiros.

O plano foi mais bem-sucedido contra o terrorismo do que contra a droga. Embora a área plantada de coca na Colômbia tenha diminuído pela metade, voltou a crescer nos últimos dois anos. E a produtividade aumentou. "Acabar com o narcotráfico é impossível", argumenta o procurador-geral do México, Eduardo Medina Mora, numa visão compartilhada por muitos de seus compatriotas. "Trata-se de recuperar o poder econômico e os arsenais acumulados pelas gangues nos últimos 20 anos, para privá-las da capacidade de minar as instituições nacionais e de contestar o monopólio do uso da força do Estado mexicano."

Estadão, 29/03/2009.

Senado aprova prisão especial apenas para quem corre risco

Diploma deixa de ser requisito para privilégio; projeto ainda precisa ser aprovado pela Câmara.

BRASÍLIA - O Senado aprovou na quarta-feira projeto de lei que praticamente acaba com a prisão especial no País. A votação foi simbólica e a proposta segue agora para apreciação da Câmara. Pelo substitutivo apresentado pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o benefício só será concedido caso o preso corra risco de morte e precise ficar em uma cela separada dos demais detentos. "Acaba-se com a prisão especial por presunção. Pode ser pedreiro, pode ser senador. Não tem mais prisão especial para ninguém", afirmou Demóstenes. Apenas juízes e integrantes do Ministério Público da União continuam a ter direito a prisão especial. Segundo o senador, outro projeto de lei será apresentado para acabar com o privilégio.

O projeto estabelece que o direito a prisão especial será decidido por autoridade judicial ou, no caso de prisão em flagrante, pela autoridade policial. "A prisão especial é apenas para apartar o preso em uma cela separada quando houver risco de integridade física ou psíquica. Não tem mordomia", disse Demóstenes.

Há três semanas, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou esse mesmo projeto de lei, mantendo o privilégio para ministros de Estado, governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos, vereadores, membros das Forças Armadas, juízes, delegados, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública, membros dos tribunais de Contas e, também, de pessoas que já colaboraram com o Estado na função de jurado. Com a modificação aprovada na quarta-feira, o benefício ficará restrito aos juízes e ao Ministério Público da União.

Antes de ir a plenário, a extinção também foi aprovada na CCJ, depois que Demóstenes reformulou seu parecer. Ele acatou em parte emenda do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). "É inacreditável que, no limiar do Terceiro Milênio, o Brasil ainda mantenha privilégios para certos cidadãos, em detrimento do conjunto da sociedade", escreveu Suplicy.

Além de extinguir a prisão especial, o projeto de lei altera o Código de Processo Penal, na parte que trata da prisão processual, fiança e liberdade provisória. A proposta prevê o aumento da fiança para quem cometer crimes financeiros: o juiz poderá fixar fiança máxima de R$ 93 milhões.

O projeto aprovado no Senado aumenta ainda de 70 anos para 80 anos a idade para que uma pessoa possa cumprir pena em prisão domiciliar.


Estadão.

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