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quarta-feira, 19 de abril de 2017
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
Concurso do TJ-SP abre 345 vagas para escreventes técnicos
O Tribunal de Justiça de São Paulo lançou nesta segunda-feira (26/1) edital para preencher 345 vagas de escrevente técnico judiciário em diversas regiões do estado, em cidades do interior e do litoral. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, com vencimentos de R$ 3.878,07, mais auxílios para alimentação, saúde e transporte.
O candidato deve ter 18 anos e ensino médio completos até a data da posse. As inscrições vão até o dia 6 de março pelo site da Fundação Vunesp, e a taxa é de R$ 50.
A seleção terá duas etapas: a prova objetiva deve ser aplicada no dia 26 de abril, com cem questões de Direito, Língua Portuguesa, Matemática e Informática, entre outras, enquanto a prova prática (digitação e formatação) ainda não tem data definida. Com informações da Assessoria de Comunicação Social do TJ-SP.
Clique aqui para ler o edital.
Revista Consultor Jurídico, 26 de janeiro de 2015.
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Concurso PC PR tem concorrência de 890 por vaga
O concurso público da para delegado da Polícia Civil do Paraná teve o total de 21.500 inscritos que vão concorrer a 26 vagas. Das oportunidades divulgadas, 21 são para ampla concorrência, 2 para deficientes e 3 para afrodescendentes.
A Prova Preambular de Conhecimentos Gerais será aplicada no dia 5 de maio de 2013, domingo com início às 13h, nos locais divulgados no Cartão de Inscrição dos candidatos
Mais informações no endereço eletrônico www.cops.uel.br.
Análise da concorrência:
Total de vagas 26 - n° de inscritos- 21.500Ampla concorrência – Vagas 21 – n° de inscritos – 18.700 / Concorrência de 890 por 1 (vaga)Afrodescendentes – Vagas 3 – n° de inscritos – 1.400 / Concorrência de 467 por 1 (vaga)Deficientes - Vagas 2 – n° de inscritos – 1.400 / Concorrência de 700 por 1 (vaga)
Você está preparado para esta prova? Teste seu conhecimento baixando a avaliação aplicada em 2007.
-As questões corretas estão grifadas em vermelho-
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Veja dicas para melhorar a qualidade do estudo para concursos públicos
Especialista fala sobre como evitar o sono e também de fichas-resumo.
Lia Salgado responde a perguntas de internautas em vídeo.
Na coluna de vídeo desta semana, a especialista em concursos Lia Salgado* fala sobre técnicas que podem melhorar a qualidade do estudo. O assunto é um dos que geram dúvidas entre os internautas.
Assista ao vídeo ao lado
Lia lembra que não existe uma forma errada de estudar, principalmente se o candidato sentir que está se saindo bem. Mas, em alguns casos, ela alerta que é preciso conhecer outras formas que podem oferecer melhor qualidade de aprendizado no mesmo tempo de estudo.
Mande dúvidas sobre concursos no espaço para comentários; perguntas selecionadas serão respondidas em coluna quinzenal
"Gostaria de saber se posso resolver simulados elaborados por mim mesmo com base no conteúdo do edital?", pergunta o internauta Alexandre Luna.
A especialista afirma que a preparação para concurso público exige objetividade e bom uso no tempo. Por isso, ela vê desvantagens na proposta do internauta. "Você perde um bom tempo elaborando as questões, que não deve retornar como conhecimento adquirido", ressalta.
Lia lembra que existem exercícios didáticos prontos em livros para concursos e diversas provas anteriores disponíveis na internet, que são boas opções para testar o conhecimento.
"Além disso, os simulados que você vai preparar não vão traduzir fielmente o estilo das provas elaboradas pelas bancas examinadoras", completa Lia.
Fichas-resumo
O internauta Wellington Santana cursa enfermagem e quer saber se pode fazer concurso para nível superior mesmo sem ter terminado a faculdade. Ele também quer saber se a técnica de gravar as fichas-resumo para escutar no mp4 é uma boa opção de estudo.
De acordo com a especialista, os candidatos podem fazer concurso para nível superior enquanto cursam a faculdade, mas será preciso ter concluído o curso para assumir o cargo.
Sobre as fichas-resumo, Lia acredita que a proposta é que elas sejam visuais, com quadros, esquemas e tópicos em poucas palavras. "Usamos chaves e setas para ajudar no entendimento. Então, acho difícil gravá-las em áudio e ter informações claras, já que não são resumos", alerta.
Para aproveitar o recurso, a especialista sugere que o candidato leve as fichas-resumo para todos os lugares, para consultá-las durante os trajetos ou quando tiver uma pausa.
Por outro lado, alguns candidatos gravam as aulas ou resumos para ficar ouvindo, que podem ser aproveitadas em momentos de não estudo, como durante o transporte. Segundo ela, o tempo dedicado ao estudo deve ser usado com qualidade, com leitura de teoria e resolução de exercícios.
Estudo para a Petrobras
"Vou começar o estudo para o concurso da Petrobras pelas matérias específicas. É uma boa divisão colocar uma matéria por dia?", pergunta o internauta Uelidon Barreiro.
"A Petrobras e suas subsidiárias são uma exceção em relação a outros concurso, porque as matérias básicas são apenas eliminatórias, ou seja, basta fazer o mínimo porque a pontuação naquelas disciplinas não altera a classificação. Nesse caso, uma boa escolha é priorizar as específicas", diz Lia.
A especialista afirma que é mais indicado alternar as disciplinas pelo menos a cada turno do dia. Assim, seria uma disciplina pela manhã e outra à tarde, de preferências de áreas diferentes para otimizar o estudo.
Entretanto, se o candidato estuda apenas durante um turno e não fica saturado por não trocar de matérias, ele pode continuar na mesma disciplina. "É um pouco ruim estudar uma disciplina por pouco tempo, já que a gente não avança quase nada. Mas, respeite o intervalo de 15 minutos a cada 1 hora e meia ou 2 horas de estudo. Isso é essencial para manter o rendimento."
Sono durante o estudo
A internauta Sandra Baggio começou a se preparar para concursos públicos, mas enfrenta um grande problema: o sono durante o estudo. "Você teria alguma dica para controlar isso?"pergunta.
"Estudar é um sonífero mesmo, se você ficar apenas lendo a teoria", ressalta Lia. A especialista indica a leitura de cada ponto da teoria no caderno e depois no livro, marcando as partes mais importantes. Logo após isso, o candidato devem fazer exercícios com consulta e ver o gabarito.
Assim, o estudo será mais dinâmico, ficando mais difíicil ter sono. "Você vai ter que consultar o caderno, o livro, resolver as questões e ainda ver o gabarito."
A especialista ainda reforça a importância de dormir pelo menos 6 horas por dia, porque, além do sono, a memorização dos conteúdos pode ser comprometida. Outro ponto importante é não passar mais de 3 horas sem comer, pois isso baixo o metabolismo e o sono também aumenta.
*Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”
quarta-feira, 3 de abril de 2013
MPF abre processo seletivo para estagiários em Direito
A partir da próxima semana, o Ministério Público Federal em Santa Catarina abre as pré-inscrições para o processo seletivo de estagiários em Direito. Além de Florianópolis, o concurso ocorrerá em mais 12 municípios: Caçador, Chapecó, Criciúma, Concórdia, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba, Joinville, Lages, Mafra, Rio do Sul e São Miguel do Oeste.
As provas serão realizadas no próximo dia 20 de abril, mas os candidatos deverão efetuar as pré-inscrições de 8 a 12/04, no site do MPF/SC (http://www.prsc.mpf.gov.br/). Para efetivar a inscrição, os candidatos deverão ainda comparecer pessoalmente, ou por meio de procuração, na sede da unidade do MPF escolhida para prestar a prova, a fim de confirmar a inscrição e retirar o cartão para apresentar no dia do concurso. A seleção será composta por prova objetiva (40 questões – 10 de Língua Portuguesa e 30 de Conhecimentos Específicos) e subjetiva (2 questões).
O processo seletivo tem validade de um ano e pode ser prorrogado uma vez, por igual período. Entre os pré-requisitos, os candidatos deverão ter concluído, pelo menos, 40% da carga horária ou dos créditos necessários para a colação, porém não poderão concluir o curso no primeiro semestre deste ano.
A previsão é de que os resultados finais saiam até 13 de maio. O valor da bolsa-estágio é de R$ 800,00 e a jornada do estágio é de quatro horas diárias. O estagiário também faz jus ao recebimento de auxílio-transporte.
Fonte: Ministério Público Federal
terça-feira, 26 de março de 2013
Polícia Civil do Distrito Federal deverá ter mais 3.029 oportunidades
A Câmara dos Deputados aprovou, na última quinta-feira (21), o projeto de Lei (PL) 4.366 que cria 3.029 cargos na estrutura da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
De acordo com a proposta, serão criados 200 cargos de delegado de polícia, 80 de perito médico-legista, 199 de perito criminal, 2.000 de agente de polícia, 495 de escrivão de polícia e 55 de papiloscopista policial. As vagas serão preenchidas de maneira gradual, com início em janeiro de 2014.
O quadro hoje é composto por 400 delegados de polícia, 80 peritos médicos-legistas, 201 peritos criminais, 3.649 agentes de polícia, 505 de escrivães e 305 papiloscopistas.
Reajustes
Outra proposta aprovada foi a do projeto de Lei 4.921/12 que aumenta os valores dos subsídios, gratificações e vantagens pecuniárias de policiais civis e militares, bombeiros e delegados de polícia do DF. O reajuste será dividido em três parcelas: a primeira paga em março deste ano e as demais em 2014 e 2015.
As duas matérias, de autoria do Executivo, seguem, agora, para análise do Senado.
Próximos concursos
A PCDF recebeu autorização da Secretaria de Estado de Administração Pública para contratar a(s) empresa(s) responsável(is) pelos próximos concursos para as carreiras de escrivão e agente de polícia. As portarias foram publicadas no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) dos dias 20 e 21 de março, respectivamente.
Agente
A seleção teve autorização publicada no DODF do dia 14 de janeiro. Serão 300 oportunidades, além da formação de cadastro reserva. As vagas ofertadas no cadastro reserva ainda não estão definidas, o que deve acontecer após deliberação das Secretarias de Estado e Administração Pública, Fazenda e Segurança. A previsão é que o edital seja publicado ainda neste semestre, com as provas sendo aplicadas no 2 semestre. Na última seleção, o salário oferecido era de R$ 7.317,18 para uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.
Escrivão
Autorizado desde o dia 12 de janeiro de 2012, o processo seletivo para a carreira também vai ocorrer ainda no 1 semestre, conforme informou o setor de comunicação da Polícia Civil. De acordo com a publicação oficial, as vagas seriam definidas de acordo com o número de vagas existentes no quadro quando da divulgação do edital, sendo destinado mais 200% deste número para cadastro reserva. No início do ano passado, segundo estimativa da divisão de gerência de concursos, existiam 73 postos vagos, mas o número poderia subir em razão de aposentadorias, por exemplo.
Com jornada de trabalho de 40 horas semanais, a função oferece salário inicial de R$ 7.514,33 e requer nível superior em qualquer área e CNH na categoria B (carro) ou superior.
Fonte: JC Concursos
terça-feira, 12 de março de 2013
Concurso para Delegado no Paraná será feito pela UEL
Foi decidida a organizadora do concurso para o cargo de delegado da Polícia Civil do Paraná. Segundo o Diário Oficial do estado de segunda-feira (11/3), a Universidade Estadual de Londrina (UEL) é a instituição que vai organizar, planejar e executar o certame.
De acordo com a Agência de Notícias do Paraná, a contratação de mais delegados para o quadro da PC está inserida no Programa Paraná Seguro, voltado para a reestruturação da segurança pública do estado e que também inclui a aquisição de novas viaturas, construção de delegacias, novas sedes para o Instituto Médico-Legal e para o Instituto de Criminalística e a implantação de módulos móveis.
Fonte: CorreioWeb
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
HÁ VAGAS: Governo procura especialista em Twitter e Facebook para ganhar R$ 7 mil por mês
O Ministério da Justiça anunciou em edital que irá contratar um especialista em redes sociais. O salário: R$ 7 mil por mês. Segundo o Comunique-se, o interessado deve ser jornalista, com pelo menos dois anos de experiência.
O contratado será responsável por elaborar a linha editorial do portal ‘Pensando o Direito’, com temas jurídicos e trabalhará em Brasília. É preciso comprovar a experiência em blogs, já que o profissional será o responsável por divulgar os conteúdos em Twitter, Facebook, entre outros.
O contrato vai durar dez meses – entre fevereiro e novembro. E a remuneração total chega a R$ 70 mil.
Interessados devem mandar até o dia 27 de janeiro formulário (clique aqui para baixar) preenchido para o e-mail sal@mj.gov.br, com o assunto “Projeto BRA/07004 – Consultor Redes Sociais”.
Estadão.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Juiz federal mais jovem do país dá dicas especiais de estudo
Por Paulo Chico - paulochico@folhadirigida.com.br
Pedro Felipe, primeiro colocado em concurso para juiz do TRF-1ª Região
Final de ano é um período de balanço, reflexões. Início é tempo de projetos, proposições. Sempre é assim e, apesar do impulso inicial por mudanças, quase nada é revertido em conquistas. Da viagem planejada à dieta prometida, pouca coisa sai do papel. É comum restarem quilos de sonhos não realizados a pesar sobre a balança. O que dizer, então, dos planos em relação à própria carreira? É para fazer deste encerramento de 2012 e saudação a 2013 mais que uma simples carta de intenções que a FOLHA DIRIGIDA apresenta nesta reportagem aquilo que atua sobre os humanos com força quase bíblica. Falamos de exemplo. Poucos resistem a ele. Menos pelo aspecto motivacional que dele pode florescer, e mais por ele trazer, em seu próprio cerne, um caminho que, trilhado, traduziu-se em sucesso. Isso vale para todos os aspectos da vida. Na área dos concursos, não haveria motivo algum para ser diferente...
A história de nosso personagem começa em 21 de julho de 1987. Dia de seu nascimento, em Teresina, capital do Piauí. Filho único de pais servidores públicos, Pedro Felipe de Oliveira Santos teve sua origem numa típica família de classe média. Não, quando criança, o garoto não passou necessidades. Sua história não é de superação da fome, como a de tantos outros brasileiros que, partindo da base da pirâmide social, galgaram postos de destaque. Nem por isso, sua curta experiência de vida deixa de ser relevante. E de ostentar a marca da determinação. Aos 25 anos, morando em Brasília e atualmente defensor público da União, ele foi recentemente aprovado no concurso para juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em primeiro lugar. Com significativa vantagem de pontuação em relação ao segundo colocado - 7.860 contra 7.575. Assim, Pedro Felipe habilitou-se para tornar-se o mais jovem juiz federal do Brasil. Feito que será efetivado em breve.
O resultado final do concurso saiu neste dezembro, e a posse dos classificados está prevista para fevereiro. “A aprovação em primeiro lugar foi uma grande surpresa. Mesmo após três semanas da divulgação do resultado, ainda não internalizei completamente essa ideia! Por outro lado, entendo se tratar de uma circunstância relativamente fortuita, na medida em que percebo que todos os aprovados nesta seleção encontram-se igualmente preparados. No contato com os colegas, tenho a percepção de que todos estamos no mesmo nível”, contou Pedro à FOLHA DIRIGIDA.
O excelentíssimo rapaz começa por contar como foi sua estratégia de preparação. Missão que teve início já há alguns anos. “Não me recordo de quantos concursos participei ao todo. E parte justamente dessa constatação a melhor contribuição que posso oferecer aos concurseiros: não há momento ideal para começar a se inscrever. Percebo que muitos colegas sempre falam: ‘Pretendo fazer concursos. Inicialmente, estudarei todos os editais por um prazo de tantos meses. Posteriormente, quando me sentir preparado, começarei a fazer as provas’. Por óbvio, cada pessoa encontrará o seu método ideal. Entretanto, se questionado o motivo pelo qual logrei tantas aprovações em um curto espaço de tempo, eu não titubearia: desde cedo, comecei a fazer muitas provas. Inscrever-se em concursos públicos e resolver, desde logo, as questões, é um excelente termômetro para detectar, concretamente, quais os pontos a melhorar e as disciplinas que demandam mais tempo de estudo. Além disso, perde-se paulatinamente o ‘medo’ de fazer provas, o que deixará o candidato mais tranquilo no tão esperado dia do teste”.
Em Brasília, a irresistível atração pelos concursos
Ainda durante a graduação em Direito na Universidade de Brasília (UnB), feita entre 2004 e 2009, e após uma experiência de mais de dois anos em um escritório de advocacia, este piauiense decidiu investir em concursos. “No Distrito Federal é raro não se contaminar pela atmosfera do serviço público”, diz. E seu currículo neste campo é extenso. Já foi aprovado nas seleções para técnico do Ministério Público da União, do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para procurador do Estado de Alagoas, defensor público do Estado de Alagoas e procurador federal. Além desses, conquistou o primeiro lugar para defensor público do Estado do Piauí e para defensor público da União. Nada mau, não? Do alto de sua experiência, ele aborda um vilão que costuma derrubar muitos concurseiros, inclusive os tecnicamente bem preparados: o aspecto emocional.
“O candidato jamais se sentirá integralmente preparado. O conteúdo é vasto. Estuda-se Constitucional, esquecem-se alguns detalhes de Administrativo; volta-se para Administrativo, esquecem-se outros temas essenciais de Direito Penal, e assim por diante. Nunca me senti 100% em nenhuma prova. Não tenho dúvidas de que isso seria humanamente impossível. No meu caso, embora aprovado em primeiro lugar, fico tenso ao me recordar de uma série de conteúdos que ainda considero não ter aprendido a contento, e que certamente serão objeto de profunda revisão até a posse... Reitero: a meta do concurseiro não é gabaritar a prova, mas simplesmente alcançar um conhecimento geral das disciplinas e obter uma boa soma de pontos, que garanta a aprovação. Não devemos ter medo de ‘dar a cara a tapa’. É preciso perder o receio da reprovação, de ser zoado pelos colegas, de decepcionar os familiares ou a si”.
Enfrentar as provas suando frio com o exíguo tempo cronometrado e sendo perturbado pelo fiscal chato. Eis um passo fundamental para chegar à aprovação. A frustração é pedra inevitável no caminho dos vitoriosos. “Não há milagres, nem segredos. Não tenho constrangimento em declarar que, para alcançar suadas aprovações, vivenciei tristes reprovações. Hoje, deito o olhar sobre a minha trajetória de concursos, que ora finda, e não tenho dúvidas do quanto as derrotas me ajudaram a crescer. E não apenas por terem tornado mais saborosa a vitória, mas decerto porque me auxiliaram a obter diagnósticos precisos dos rumos que eu deveria dar aos meus estudos. Do ponto de vista emocional, cada reprovação demanda uma virada de página e a obtenção de forças para seguir adiante - desistir, nunca! É preciso aprender a analisar fria e objetivamente cada derrota, detectando os erros, os conteúdos que demandam mais atenção e as necessárias mudanças de enfoque”, ensina, dando mais detalhes de sua rotina de concurseiro.
“Minha metodologia para a prova objetiva, modelo cobrado em todos os concursos, sempre privilegiou a prática de exercícios e a análise de provas de certames anteriores, combinadas com estudos pontuais de doutrina e de jurisprudência. Somente a prática exaustiva de exercícios consolida em nossa mente o conhecimento obtido nas leituras. Diariamente, destinava pelo menos metade do meu tempo de estudos para responder às questões. Posteriormente, conferia as respostas e analisava, item por item, os meus erros e acertos, elencando pontos de conteúdo que exigiam maior aprofundamento”.
O concurso para juiz tem peculiaridades. Desafios particulares. “Para a fase subjetiva, com questões de análise e sentenças, realizei um estudo específico da banca examinadora, detectando posicionamentos e temas de maior predileção. Para a prova oral, aprofundei a revisão dos temas do edital e realizei várias simulações com outros colegas candidatos. Essa última etapa é bastante especial, pois o nosso estudo, tradicionalmente, baseia-se em leituras, e não em exposições orais. Nesse sentido, não estamos habituados a nos submeter a arguições orais, o que torna essa fase mais difícil e temerosa.”
Vitória numa disputa acirrada, movida por um ideal
Além do Distrito Federal, o TRF da 1ª Região abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Piauí. O concurso em que Pedro conquistou o primeiro lugar teve seu edital divulgado em 2011, com oferta de 29 vagas, obtendo 8.374 inscrições. Certamente, atraídos pelo status do cargo, pela estabilidade e pelos vencimentos, que beiram os R$22 mil. Mas, ao menos no caso do calouro entre os juízes federais do país, há outro fator determinante para que tenha perseguido tal aprovação.
“Assumir uma função pública, de menor ou maior graduação, é colocar-se no papel de servidor da sociedade. Lidar com a ‘coisa pública’ consiste em responsabilidade não apenas legal, mas também moral. Desde que iniciei o curso de Direito, já tinha como sonho assumir uma função de carreira de Estado, atividade para a qual me sentia vocacionado, por perceber que esse seria o modo pelo qual melhor poderia contribuir para a permanente construção democrática de nosso país. Secundariamente, é claro, contaram as vantagens de praxe do serviço público, como a estrutura das carreiras, o sistema de previdência social, a estabilidade e a independência funcional”.
Não foram poucas as vezes em que o repórter ouviu, durante a produção desta matéria, que o exercício pleno da função de juiz exigiria vivência e bagagem que, naturalmente, não se fazem presentes em quem tem apenas 25 anos vividos. Essa questão também é encarada por Pedro. “Não tenho dúvidas de que a idade é um fator de extrema relevância para aferir a experiência do profissional. No entanto, a maturidade também pode ser verificada por outros aspectos. Tem sido cada vez mais comum a aprovação de jovens candidatos para as funções de Estado, inclusive para a magistratura federal. Parte considerável dos meus futuros colegas encontra-se em uma faixa etária abaixo dos 30 anos. Trata-se de um desafio adicional alcançar tamanha responsabilidade ainda jovem. Por outro lado, idade e maturidade não são necessariamente coincidentes. Chegamos à magistratura trazendo, humildemente, as nossas experiências de mundo (profissionais e pessoais), além de muita disposição para a realização de um trabalho sério e transformador. Creio que não terei restrições dos futuros colegas de trabalho. Certamente, a avaliação a ser realizada sobre mim recairá sobre o meu trabalho, sobre a minha conduta e sobre a minha postura, e não unicamente sobre a minha idade.”
Pedro Felipe diz que o Poder Judiciário no Brasil vive um momento de profunda revisão de suas bases. Métodos de conciliação e de transação, arbitragem, justiça restaurativa e racionalização de recursos são temas em debate. Por outro lado, o alcance de processos políticos na agenda do Judiciário demanda sensibilidade e maior cautela do magistrado no trato com as questões que são levadas ao seu conhecimento. “Como juiz, anseio participar desse momento ímpar de reflexão e de construção dos novos rumos da Justiça brasileira, contribuindo concretamente, nos limites dos meus deveres constitucionais, para a consolidação da democracia e do regime republicano ético em nosso país”.
Exemplo de transformação pela ação da educação
O jovem faz questão de esclarecer um detalhe de sua vida acadêmica. Não é um superdotado. Portanto, seu desempenho acima da média é mesmo fruto de esforço. “Sempre procurei ser muito disciplinado nos estudos. Desde a época do colégio, já era alcunhado de ‘cdf’ ou ‘cabeção’. No entanto, sempre foram brincadeiras sadias. Nunca houve situação constrangedora ou traumatizante. Não sofri bullying. E não estava sozinho. Sempre convivi com excelentes colegas. Na verdade, éramos todos muito estudiosos. Estávamos no mesmo nível acadêmico. Não tenho dúvidas de que a convivência com alunos de excelência foi muito estimulante para mim. Guardo boas recordações desses períodos e fico extremamente feliz ao ver todos os meus amigos de infância obtendo considerável êxito profissional, em suas respectivas áreas”, festeja.
O juiz de 25 anos é mais um prova do poder de transformação pela educação. “Ao mesmo tempo em que acredito que cada jovem tem o direito de decidir livremente os rumos de sua trajetória, assumindo os riscos inerentes às próprias escolhas, percebo como essencial que todos tenham acesso igualitário às oportunidades de educação, de cultura e de lazer. Infelizmente, trata-se de uma projeção ainda utópica. Não tenho dúvidas de que o acesso a um ensino de boa qualidade, durante os anos de educação básica, consistiu em elemento necessário para o alcance das minhas vitórias posteriores.”
Por um grande esforço dos seus pais, Pedro teve a oportunidade de estudar no Instituto Dom Barreto, em Teresina. “Trata-se de uma das melhores escolas do país, conforme atesta anualmente o ranking das instituições com maiores notas no Enem. Nos 15 anos em que lá estive, recebi uma formação interdisciplinar fantástica. Além das disciplinas curriculares comuns, tive aulas de Xadrez, Latim, Empreendedorismo, Filosofia e Sociologia. Mais do que ensinamentos curriculares, o grande trunfo da instituição é o estímulo permanente à leitura e à formação de cidadãos pensantes e autônomos. Recordo-me que, ainda nos primeiros anos do ensino fundamental, lemos quase toda a coleção de livros infantis de Monteiro Lobato. O currículo da UnB também tem enfoques interdisciplinar e filosófico muito fortes. Esses aspectos foram fundamentais para a formação de minhas bases profissional e pessoal, inclusive sob um viés humanista.”
A pedido da FOLHA DIRIGIDA, Pedro dá mais algumas dicas àqueles que, neste 2013, têm como meta o ingresso no serviço público. “Recorro ao velho ditado do senso comum: ‘não há vitória sem luta’. O método dos aprovados é a dedicação, a disciplina, a renúncia, a perseverança e o treino exaustivo. É preciso abandonar a zona de conforto, ousar e assumir riscos. Por outro lado, deixo uma advertência: há vida fora dos estudos. Para suportar bem os anos contínuos de preparação para as provas, é fundamental manter uma boa higiene mental. Preservar programas de lazer lights, leituras paralelas extrajurídicas, atividades físicas regulares, viagens curtas entre um edital e outro... Mas, sem perder o foco nos livros. É temerária a situação do concurseiro que se aliena em relação ao que acontece fora da sua baia de estudos”, aconselha ele, que conclui.
“Em termos de concursos, o nosso pior inimigo somos nós mesmos e os nossos medos bobos. Desde cedo, devemos internalizar: não há sonhos, e sim metas. Para o espírito crítico, livre e empreendedor, não há distâncias inalcançáveis, desafios intransponíveis ou metas insuperáveis. Das inquietações, façamos surgir os sonhos; dos sonhos, os planos; dos planos, as concretizações. Qualquer aprovação, ainda que pareça distante, é perfeitamente alcançável. Afinal, se vários estudantes conseguiram, por que também não poderemos lograr êxito? Trata-se de uma questão de tempo. E este é o nosso tempo!”, sentencia o jovem, com a autoridade de quem, até aqui, soube fazer-se senhor da própria história. E segue juiz de seu destino.
A história de nosso personagem começa em 21 de julho de 1987. Dia de seu nascimento, em Teresina, capital do Piauí. Filho único de pais servidores públicos, Pedro Felipe de Oliveira Santos teve sua origem numa típica família de classe média. Não, quando criança, o garoto não passou necessidades. Sua história não é de superação da fome, como a de tantos outros brasileiros que, partindo da base da pirâmide social, galgaram postos de destaque. Nem por isso, sua curta experiência de vida deixa de ser relevante. E de ostentar a marca da determinação. Aos 25 anos, morando em Brasília e atualmente defensor público da União, ele foi recentemente aprovado no concurso para juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em primeiro lugar. Com significativa vantagem de pontuação em relação ao segundo colocado - 7.860 contra 7.575. Assim, Pedro Felipe habilitou-se para tornar-se o mais jovem juiz federal do Brasil. Feito que será efetivado em breve.
O resultado final do concurso saiu neste dezembro, e a posse dos classificados está prevista para fevereiro. “A aprovação em primeiro lugar foi uma grande surpresa. Mesmo após três semanas da divulgação do resultado, ainda não internalizei completamente essa ideia! Por outro lado, entendo se tratar de uma circunstância relativamente fortuita, na medida em que percebo que todos os aprovados nesta seleção encontram-se igualmente preparados. No contato com os colegas, tenho a percepção de que todos estamos no mesmo nível”, contou Pedro à FOLHA DIRIGIDA.
O excelentíssimo rapaz começa por contar como foi sua estratégia de preparação. Missão que teve início já há alguns anos. “Não me recordo de quantos concursos participei ao todo. E parte justamente dessa constatação a melhor contribuição que posso oferecer aos concurseiros: não há momento ideal para começar a se inscrever. Percebo que muitos colegas sempre falam: ‘Pretendo fazer concursos. Inicialmente, estudarei todos os editais por um prazo de tantos meses. Posteriormente, quando me sentir preparado, começarei a fazer as provas’. Por óbvio, cada pessoa encontrará o seu método ideal. Entretanto, se questionado o motivo pelo qual logrei tantas aprovações em um curto espaço de tempo, eu não titubearia: desde cedo, comecei a fazer muitas provas. Inscrever-se em concursos públicos e resolver, desde logo, as questões, é um excelente termômetro para detectar, concretamente, quais os pontos a melhorar e as disciplinas que demandam mais tempo de estudo. Além disso, perde-se paulatinamente o ‘medo’ de fazer provas, o que deixará o candidato mais tranquilo no tão esperado dia do teste”.
Em Brasília, a irresistível atração pelos concursos
Ainda durante a graduação em Direito na Universidade de Brasília (UnB), feita entre 2004 e 2009, e após uma experiência de mais de dois anos em um escritório de advocacia, este piauiense decidiu investir em concursos. “No Distrito Federal é raro não se contaminar pela atmosfera do serviço público”, diz. E seu currículo neste campo é extenso. Já foi aprovado nas seleções para técnico do Ministério Público da União, do Tribunal Superior Eleitoral e do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para procurador do Estado de Alagoas, defensor público do Estado de Alagoas e procurador federal. Além desses, conquistou o primeiro lugar para defensor público do Estado do Piauí e para defensor público da União. Nada mau, não? Do alto de sua experiência, ele aborda um vilão que costuma derrubar muitos concurseiros, inclusive os tecnicamente bem preparados: o aspecto emocional.
“O candidato jamais se sentirá integralmente preparado. O conteúdo é vasto. Estuda-se Constitucional, esquecem-se alguns detalhes de Administrativo; volta-se para Administrativo, esquecem-se outros temas essenciais de Direito Penal, e assim por diante. Nunca me senti 100% em nenhuma prova. Não tenho dúvidas de que isso seria humanamente impossível. No meu caso, embora aprovado em primeiro lugar, fico tenso ao me recordar de uma série de conteúdos que ainda considero não ter aprendido a contento, e que certamente serão objeto de profunda revisão até a posse... Reitero: a meta do concurseiro não é gabaritar a prova, mas simplesmente alcançar um conhecimento geral das disciplinas e obter uma boa soma de pontos, que garanta a aprovação. Não devemos ter medo de ‘dar a cara a tapa’. É preciso perder o receio da reprovação, de ser zoado pelos colegas, de decepcionar os familiares ou a si”.
Enfrentar as provas suando frio com o exíguo tempo cronometrado e sendo perturbado pelo fiscal chato. Eis um passo fundamental para chegar à aprovação. A frustração é pedra inevitável no caminho dos vitoriosos. “Não há milagres, nem segredos. Não tenho constrangimento em declarar que, para alcançar suadas aprovações, vivenciei tristes reprovações. Hoje, deito o olhar sobre a minha trajetória de concursos, que ora finda, e não tenho dúvidas do quanto as derrotas me ajudaram a crescer. E não apenas por terem tornado mais saborosa a vitória, mas decerto porque me auxiliaram a obter diagnósticos precisos dos rumos que eu deveria dar aos meus estudos. Do ponto de vista emocional, cada reprovação demanda uma virada de página e a obtenção de forças para seguir adiante - desistir, nunca! É preciso aprender a analisar fria e objetivamente cada derrota, detectando os erros, os conteúdos que demandam mais atenção e as necessárias mudanças de enfoque”, ensina, dando mais detalhes de sua rotina de concurseiro.
“Minha metodologia para a prova objetiva, modelo cobrado em todos os concursos, sempre privilegiou a prática de exercícios e a análise de provas de certames anteriores, combinadas com estudos pontuais de doutrina e de jurisprudência. Somente a prática exaustiva de exercícios consolida em nossa mente o conhecimento obtido nas leituras. Diariamente, destinava pelo menos metade do meu tempo de estudos para responder às questões. Posteriormente, conferia as respostas e analisava, item por item, os meus erros e acertos, elencando pontos de conteúdo que exigiam maior aprofundamento”.
O concurso para juiz tem peculiaridades. Desafios particulares. “Para a fase subjetiva, com questões de análise e sentenças, realizei um estudo específico da banca examinadora, detectando posicionamentos e temas de maior predileção. Para a prova oral, aprofundei a revisão dos temas do edital e realizei várias simulações com outros colegas candidatos. Essa última etapa é bastante especial, pois o nosso estudo, tradicionalmente, baseia-se em leituras, e não em exposições orais. Nesse sentido, não estamos habituados a nos submeter a arguições orais, o que torna essa fase mais difícil e temerosa.”
Vitória numa disputa acirrada, movida por um ideal
Além do Distrito Federal, o TRF da 1ª Região abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Piauí. O concurso em que Pedro conquistou o primeiro lugar teve seu edital divulgado em 2011, com oferta de 29 vagas, obtendo 8.374 inscrições. Certamente, atraídos pelo status do cargo, pela estabilidade e pelos vencimentos, que beiram os R$22 mil. Mas, ao menos no caso do calouro entre os juízes federais do país, há outro fator determinante para que tenha perseguido tal aprovação.
“Assumir uma função pública, de menor ou maior graduação, é colocar-se no papel de servidor da sociedade. Lidar com a ‘coisa pública’ consiste em responsabilidade não apenas legal, mas também moral. Desde que iniciei o curso de Direito, já tinha como sonho assumir uma função de carreira de Estado, atividade para a qual me sentia vocacionado, por perceber que esse seria o modo pelo qual melhor poderia contribuir para a permanente construção democrática de nosso país. Secundariamente, é claro, contaram as vantagens de praxe do serviço público, como a estrutura das carreiras, o sistema de previdência social, a estabilidade e a independência funcional”.
Não foram poucas as vezes em que o repórter ouviu, durante a produção desta matéria, que o exercício pleno da função de juiz exigiria vivência e bagagem que, naturalmente, não se fazem presentes em quem tem apenas 25 anos vividos. Essa questão também é encarada por Pedro. “Não tenho dúvidas de que a idade é um fator de extrema relevância para aferir a experiência do profissional. No entanto, a maturidade também pode ser verificada por outros aspectos. Tem sido cada vez mais comum a aprovação de jovens candidatos para as funções de Estado, inclusive para a magistratura federal. Parte considerável dos meus futuros colegas encontra-se em uma faixa etária abaixo dos 30 anos. Trata-se de um desafio adicional alcançar tamanha responsabilidade ainda jovem. Por outro lado, idade e maturidade não são necessariamente coincidentes. Chegamos à magistratura trazendo, humildemente, as nossas experiências de mundo (profissionais e pessoais), além de muita disposição para a realização de um trabalho sério e transformador. Creio que não terei restrições dos futuros colegas de trabalho. Certamente, a avaliação a ser realizada sobre mim recairá sobre o meu trabalho, sobre a minha conduta e sobre a minha postura, e não unicamente sobre a minha idade.”
Pedro Felipe diz que o Poder Judiciário no Brasil vive um momento de profunda revisão de suas bases. Métodos de conciliação e de transação, arbitragem, justiça restaurativa e racionalização de recursos são temas em debate. Por outro lado, o alcance de processos políticos na agenda do Judiciário demanda sensibilidade e maior cautela do magistrado no trato com as questões que são levadas ao seu conhecimento. “Como juiz, anseio participar desse momento ímpar de reflexão e de construção dos novos rumos da Justiça brasileira, contribuindo concretamente, nos limites dos meus deveres constitucionais, para a consolidação da democracia e do regime republicano ético em nosso país”.
Exemplo de transformação pela ação da educação
O jovem faz questão de esclarecer um detalhe de sua vida acadêmica. Não é um superdotado. Portanto, seu desempenho acima da média é mesmo fruto de esforço. “Sempre procurei ser muito disciplinado nos estudos. Desde a época do colégio, já era alcunhado de ‘cdf’ ou ‘cabeção’. No entanto, sempre foram brincadeiras sadias. Nunca houve situação constrangedora ou traumatizante. Não sofri bullying. E não estava sozinho. Sempre convivi com excelentes colegas. Na verdade, éramos todos muito estudiosos. Estávamos no mesmo nível acadêmico. Não tenho dúvidas de que a convivência com alunos de excelência foi muito estimulante para mim. Guardo boas recordações desses períodos e fico extremamente feliz ao ver todos os meus amigos de infância obtendo considerável êxito profissional, em suas respectivas áreas”, festeja.
O juiz de 25 anos é mais um prova do poder de transformação pela educação. “Ao mesmo tempo em que acredito que cada jovem tem o direito de decidir livremente os rumos de sua trajetória, assumindo os riscos inerentes às próprias escolhas, percebo como essencial que todos tenham acesso igualitário às oportunidades de educação, de cultura e de lazer. Infelizmente, trata-se de uma projeção ainda utópica. Não tenho dúvidas de que o acesso a um ensino de boa qualidade, durante os anos de educação básica, consistiu em elemento necessário para o alcance das minhas vitórias posteriores.”
Por um grande esforço dos seus pais, Pedro teve a oportunidade de estudar no Instituto Dom Barreto, em Teresina. “Trata-se de uma das melhores escolas do país, conforme atesta anualmente o ranking das instituições com maiores notas no Enem. Nos 15 anos em que lá estive, recebi uma formação interdisciplinar fantástica. Além das disciplinas curriculares comuns, tive aulas de Xadrez, Latim, Empreendedorismo, Filosofia e Sociologia. Mais do que ensinamentos curriculares, o grande trunfo da instituição é o estímulo permanente à leitura e à formação de cidadãos pensantes e autônomos. Recordo-me que, ainda nos primeiros anos do ensino fundamental, lemos quase toda a coleção de livros infantis de Monteiro Lobato. O currículo da UnB também tem enfoques interdisciplinar e filosófico muito fortes. Esses aspectos foram fundamentais para a formação de minhas bases profissional e pessoal, inclusive sob um viés humanista.”
A pedido da FOLHA DIRIGIDA, Pedro dá mais algumas dicas àqueles que, neste 2013, têm como meta o ingresso no serviço público. “Recorro ao velho ditado do senso comum: ‘não há vitória sem luta’. O método dos aprovados é a dedicação, a disciplina, a renúncia, a perseverança e o treino exaustivo. É preciso abandonar a zona de conforto, ousar e assumir riscos. Por outro lado, deixo uma advertência: há vida fora dos estudos. Para suportar bem os anos contínuos de preparação para as provas, é fundamental manter uma boa higiene mental. Preservar programas de lazer lights, leituras paralelas extrajurídicas, atividades físicas regulares, viagens curtas entre um edital e outro... Mas, sem perder o foco nos livros. É temerária a situação do concurseiro que se aliena em relação ao que acontece fora da sua baia de estudos”, aconselha ele, que conclui.
“Em termos de concursos, o nosso pior inimigo somos nós mesmos e os nossos medos bobos. Desde cedo, devemos internalizar: não há sonhos, e sim metas. Para o espírito crítico, livre e empreendedor, não há distâncias inalcançáveis, desafios intransponíveis ou metas insuperáveis. Das inquietações, façamos surgir os sonhos; dos sonhos, os planos; dos planos, as concretizações. Qualquer aprovação, ainda que pareça distante, é perfeitamente alcançável. Afinal, se vários estudantes conseguiram, por que também não poderemos lograr êxito? Trata-se de uma questão de tempo. E este é o nosso tempo!”, sentencia o jovem, com a autoridade de quem, até aqui, soube fazer-se senhor da própria história. E segue juiz de seu destino.
Folha Dirigida.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
10 dicas para você passar em um Concurso Público
1. Estude apenas o que é necessário
Antes de participar de qualquer concurso, é importante ler o edital, que é um documento com as regras da prova e os conteúdos que serão pedidos pela banca examinadora. O edital é encontrado no site da empresa que organiza o concurso. É uma ótima maneira de saber exatamente o que é na hora de estudar.
2. Faça um curso preparatório e invista em apostilas
Faça um cursinho, vale muito a pena. Os professores têm anos de experiência em concursos e dão dicas úteis. Aqui no Instituto IOB você pode começar experimentando por até 30 dias grátis, por exemplo, numcurso preparatório para o Concurso dos Correios ou para o Banco do Brasil.
3. Inscreva-se em vários concursos
Quando os candidatos estão muito focados em apenas um concurso, a chance de serem reprovados é alta, pois ficam mais tensos.
4. Dedique a mesma atenção a todas as disciplinas
Estude todas as matérias do edital com a mesma ênfase.
5. Organize seu tempo
Você pode dividir o seu tempo. Como, por exemplo, estudar quatro horas em cursinhos preparatórios. Depois do almoço,estudar mais três horas em casa. Se você não dispõe de tanto tempo, não entre em pânico. Não é a quantidade de horas que garante a aprovação, mas a qualidade do estudo. Por isso, é preciso ser organizada: uma vez por semana, monte uma tabela com o seu tempo livre e distribua os conteúdos que precisa estudar.
6. Simule as condições da prova
Uma vez por semana, faça um simulado, a IOB disponibiliza diversos simulados para você se preparar.
7. Tenha um canto de estudos
Acostume-se a estudar sempre no mesmo lugar. Assim, as chances de você se manter concentrada durante os estudos é maior.
8. Conheça a instituição em que você deseja trabalhar
Procure informações na internet e converse com funcionários do órgão público para o qual você prestará o concurso. Conhecer os benefícios que o funcionalismo oferece pode deixá-la mais motivada. E ficar por dentro da realidade da instituição pode ajudar você a responder às questões da prova: é bem comum caírem perguntas sobre a legislação e as características do órgão escolhido.
9. Peça ajuda aos familiares
A vida de quem estuda para um concurso gira em torno da prova. É importante que os familiares entendam. Afinal, como dizem os gurus dos concursos públicos, o sofrimento é passageiro, mas o benefício de estar em uma instituição pública é para sempre.
10. Não desista na primeira reprovação
Estabeleça um prazo longo para ter resultados e estude com afinco. O resultado pode ser surpreendente!
IOB Concursos
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Os conselhos de Damásio de Jesus para concurseiros
Para um dos nomes importantes do mercado de concursos no Brasil, concurseiro deve ter um diferencial – e isso inclui se vestir bem.
São Paulo – Na hora de se preparar para concurso público, não há estratégia melhor do que estudar. E muito. Mas pensar fora da caixa e tentar ir além do que todos fazem também é essencial, na visão de Damásio de Jesus, um dos principais nomes da preparação de concursos do Brasil.
Aos 76 anos, o fundador do Complexo Educacional Damásio de Jesus coleciona histórias de quem viveu na pele a saga de se preparar para um concurso público. Para seguir a carreira de juiz, começou a estudar as matérias fundamentais para o cargo a partir do segundo ano da faculdade de Direito.
Quando uma mudança na lei redirecionou seus planos profissionais para o cargo de promotor de justiça do estado de São Paulo, Damásio se tornou um concurseiro profissional. “Meus pais pagavam o meu aluguel e eu comia na sogra”, conta. “Foi um tempo de grandes problemas porque eu não era ninguém”.
Como superou tudo isso? “Estudando e tendo fé”, responde enfático. Para ele, o concurseiro deve estudar tanto ao ponto de dominar todos os assuntos pedidos na prova.
Isso não significa, contudo, que o concurseiro deva deixar a si mesmo de lado. Compostura e cuidados com a aparência, segundo ele, também contam para o resultado final.
EXAME.com: Qual é o principal erro dos candidatos a concurso público?
Damásio de Jesus: Um dos erros que as pessoas cometem é não estudar. Concurso não é simplesmente concurso. É uma questão de vida. É uma encruzilhada da vida: em que você vai ou não vai. É preciso ter extrema seriedade ao lidar com isso. Eu não posso brincar com minha vida, com meu futuro, com minha profissão.
EXAME.com: Como fazer isso de uma maneira eficiente?
Damásio de Jesus: Sempre dou o exemplo de um piloto de companhia aérea. Para trabalhar, ele precisa de um destino. Mas isso não basta. Ele precisa de um plano de voo para organizar a vida. Quando você está estudando para concurso, você tem que alterar o ritmo da sua vida. Se não mudar, não chega a lugar nenhum.
EXAME.com: Em que medida o senhor alterou o ritmo da sua vida?
Damásio de Jesus: Desde o início da faculdade de Direito, eu queria ser juiz. Por isso, a partir do segundo ano da graduação, comecei a estudar apenas as matérias mais importantes para o concurso da Magistratura, que são processo civil, penal, constitucional, por exemplo. As outras disciplinas eram apenas para passar de ano. Essas aí eram para passar na Magistratura.
Comecei a namorar no mesmo período. Mas o namoro não era todo dia, nem quando eu quisesse. Era apenas sábado e domingo, das 7 às 9 horas da noite.
EXAME.com: Mas era uma imposição familiar?
Damásio de Jesus: Não. Era cabeça boa. Eu já sabia que para ser alguém de destaque tinha que estudar todas as noites, inclusive aos sábados e domingos. Eu digo para os meus alunos: vocês têm que estudar tanto que caia o assunto que cair, você sabe.
EXAME.com: E como o senhor foi parar no Ministério Público?
Damásio de Jesus: Quando me formei, entrou em vigor a famosa lei que exigia dois anos de atividade forense para se candidatar ao cargo de juiz. Foi um desalento. Meus professores, então, me aconselharam a prestar concurso para promotor e cumprir os dois anos exigidos. No fim, fiquei 26 anos.Sempre digo que fui apaixonado pela Magistratura e acabei me casando com a instituição do Ministério Público.
EXAME.com: O senhor já tinha concluído a faculdade nesse período. Como foi isso?
Damásio de Jesus: Eu já estava casado, mas estudava o dia inteiro. Meus pais pagavam o aluguel da minha casa e eu comia na sogra. Foi um tempo de grandes problemas porque eu não era ninguém. Quando você está se preparando para concursos, você não é o que não é nem o que não é. Você é advogado e quer ser promotor, mas não é promotor ainda. Você fica no limbo.
EXAME.com: Mas como encarar isso sem traumas?
Damásio de Jesus: Estudando e tendo fé. Você está se preparando, por isso, acredita em você. Sabe que vai chegar lá.
EXAME.com: E quem não pode se dedicar exclusivamente para concursos?
Damásio de Jesus: O plano de vida fica mais longo. Há pessoas que com um ano passam no concurso. Outras, que estudam e trabalham, passam com dois, três anos. Mas não pode ser um aluno genérico.
EXAME.com: Como assim?
Damásio de Jesus: Aluno genérico é aquele que faz exatamente o que todo mundo faz, estuda o que todos estudam. Para passar, é preciso ser específico. Ou seja, estudar o que todos estudam e algo mais. Ele precisa ter um diferencial, que pode ser conhecer outras línguas, música ou teatro. Alguma coisa que faça a diferença para a carreira que ele escolheu.
EXAME.com: Qual foi o seu diferencial?
Damásio de Jesus: Seriedade no propósito. Quero isso e vou fazer de tudo para ser isso.
EXAME.com: Soube que o senhor aconselha seus alunos até a mudar o jeito de se vestir. Por quê?
Damásio de Jesus: A compostura conta muito. Você tem que olhar o aluno e já vê-lo na mesa de juiz. Certa vez, três alunos me contaram que foram convocados para a prova oral de determinado concurso. Entre eles, estava uma moça muito mal vestida. Marquei uma reunião com ela e fui franco: “vestida desse jeito, a senhora não vai chegar a lugar algum”. Ela ficou brava, justificou que estava daquele jeito de tanto estudar. Repeti que ela não iria passar. Ela aceitou meu conselho e passou. Se tivesse ido daquele jeito, não teria passado.
Exame.Com. Entrevista | 17/11/2011
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
CHAMADA PARA MANIFESTAÇÃO DE INTERESSADOS NA DOCÊNCIA, ORIENTAÇÂO E PESQUISA NO PROGRAMA DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA DA UNIDADE DE PÓS-GRADUAÇÂO, EXTENSÃO E PESQUISA DO CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA.
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Administração Central
CHAMADA PARA MANIFESTAÇÃO DE INTERESSADOS NA DOCÊNCIA, ORIENTAÇÂO E PESQUISA NO PROGRAMA DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA DA UNIDADE DE PÓS-GRADUAÇÂO, EXTENSÃO E PESQUISA DO CENTRO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PAULA SOUZA.
A Coordenadora da Unidade de Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza faz saber da disponibilidade para integrar o possível corpo docente do Projeto de Programa de Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica desta Unidade, a ser submetido à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior [WINDOWS-1252?]– CAPES, em atividades de ENSINO, ORIENTAÇÃO e PESQUISA em:
- Formação do Formador de Educação Profissional e Tecnológica;
- Planejamento, Gestão e Avaliação de Educação Profissional e Tecnológica;
- Currículos e Programas em Educação Profissional e Tecnológica; e
- Novas tecnologias educacionais.
Os interessados deverão:
1) Ser oriundos das Áreas de Conhecimento de:
- Educação (preferencialmente);
- Outras áreas relacionadas à Educação Profissional e Tecnológica.
2) Apresentar atuação em:
- Docência em Educação Profissional e Tecnológica;
- Administração de instituições e sistemas de ensino;
- Avaliação e controle de qualidade em educação;
- Projetos pedagógicos;
- Desenvolvimento de currículos;
- Pesquisa em geral em Educação;
- Sociedade, ciência e tecnologia;
- Mundo do trabalho;
- Formação de professores e licenciaturas
São requisitos para a candidatura do docente:
- Ser professor de Faculdade de Tecnologia do Centro Paula Souza, concursado por tempo indeterminado;
- Possuir título de Doutor na área de Educação ou em áreas de conhecimento relacionadas ao Programa de Mestrado, obtido em Programa Stricto Sensu recomendado pela CAPES e reconhecido pelo Ministério da Educação ou obtido no exterior e reconhecido de acordo com a legislação brasileira;
- Possuir produção acadêmica, nos últimos cinco anos, em:
- Periódicos referenciados no índice Qualis da CAPES (pelos menos 03);
- Livros e capítulos de livros;
- Comunicações em anais de congressos (pelo menos 05);
É desejável o candidato possuir:
- Experiência em orientação de Mestrado e/ou Doutorado;
- Experiência internacional (intercâmbio, profissional, estágios, congressos, etc.);
- Participação em projetos de pesquisa (CNPq, FAPESP, etc.)
- Orientação de Iniciação Científica/Tecnológica (com bolsas FAPESP, CNPq, etc.);
- Experiência profissional relevante na área.
- Produção técnica (serviços técnicos, consultoria, assessoria, parecer, auditoria, relatórios técnicos e similares)
- Softwares ou patentes (com registro);
- Desenvolvimento de material instrucional, manuais e protocolos;
- Desenvolvimento de produtos, técnicas e/ou processos;
- Elaboração de projetos;
- Outros tipos de produção aderentes à proposta do curso e aos requisitos da CAPES.
Os interessados deverão se manifestar por escrito, encaminhando e-mail à Coordenação da Unidade de Ensino de Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa até 30/01/2013, anexando o link do currículo na Plataforma Lattes, que deverá estar atualizado até a presente data.
E-mails para envio da candidatura:
Os currículos serão avaliados de acordo com sua aderência à proposta do Programa de Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica do Centro Paula Souza e aos critérios de qualidade constantes dos documentos e diretrizes da CAPES para a área de Educação.
A Coordenação da Unidade de Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa se manifestará, em relação às candidaturas.
Informações sobre o processo poderão ser obtidas no tel. (11) 3327-3109 begin_of_the_skype_ highlighting (11) 3327-3109 end_of_the_skype_ highlighting com Prof. Sergio e Profa. Helena.
Contamos mais uma vez com a colaboração de Vossa Senhoria no sentido de que esse convite seja amplamente divulgado ao corpo docente de sua unidade e que os prazos e condições aqui estabelecidos sejam observados.
Profª Dra Helena Gemignani Peterossi
Coordenadora da Unidade de
Pós-Graduação, Extensão e Pesquisa
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