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quarta-feira, 8 de abril de 2020

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Espero vocês lá.

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Neemias Moretti Prudente
E-mail: neemias.criminal@gmail.com







terça-feira, 3 de dezembro de 2019

3 em 10 alunos dizem sofrer bullying "algumas vezes ao mês"

De acordo com o Pisa, os meninos são os mais envolvidos na violência escolar, tanto como vítimas como agressores

Foto: Agência Brasil / Estadão Conteúdo

De acordo com o Pisa, os meninos são os mais envolvidos na violência escolar, tanto como vítimas como agressores

Média de relato deste tipo de violência escolar é menor entre países da OCDE, de 22,3%; pesquisas associam esse problema a taxas mais elevadas de evasão

Três em cada dez alunos de 15 anos no Brasil afirmam sofrer bullying "algumas vezes ao mês", segundo dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), mais importante avaliação de educação básica do mundo. Os jovens brasileiros são alvos desse tipo de violência com mais frequência e em mais formas do que a média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Desde 2015, além da aplicação de provas de Leitura, Matemática e Ciência, os organizadores do Pisa perguntam aos alunos sobre experiências de bullying (o que pode envolver intimidações físicas ou verbais) no ambiente escolar. Entre os países da organização, 22,3% relatam sofrer bullying com frequência e foi constatado que diferenças culturais e normas sociais influenciam os tipos de violência sofrido pelos estudantes.

A proporção de estudantes brasileiros que sofrem as diferentes formas de bullying é maior do que a média. No Brasil, 16% relatam ter sido alvo de agressões verbais, 10% dizem ter sido ameaçados, 12% afirmam ter seus pertences roubados ou destruídos e 9% agredidos - enquanto, na média da organização, foram 13%, 5,5%, 6% e 7%, respectivamente.

"Esse comportamento violento pode ter consequências físicas e emocionais a longo prazo nos estudante", diz o relatório, que destaca a situação como preocupante, uma vez que pesquisas mostram haver maior incidência de abandono escolar entre quem sofre e quem comete bullying.

Os meninos tendem a estar mais envolvidos em situações de violência escolar, tanto como vítimas como agressores. Nos casos de bullying, se envolvem mais em vioências físicas. Já as garotas, em agressões sociais, como exclusão e violência verbal.

Apesar da alta proporção de brasileiros vítimas de violência escolar, o relatório destaca como positivo o fato de os estudantes terem uma percepção sobre a gravidade desse tipo de episódio - 85% disse concordar que devem ajudar quem não consegue se defender sozinho.

"Professores e diretores não devem apenas ser capazes de reconhecer quando o bullying acontece, mas também devem criar uma atmosfera menos propensa para que ele ocorra. Pesquisas sugerem que ambientes escolares apoiadores e solidários têm menos ocorrência de violência entre os estudantes", diz o relatório.

Mesmo com uma boa percepção sobre a violência, a maioria dos estudantes brasileiros relata ter experiências negativas na escola - 52% relataram que seus colegas não cooperam uns com os outros e 57% dizem se sentir em competição com os outros. Além disso, 23% dizem se sentir solitários na escola. "Em escolas onde os estudantes percebem que há maior senso de justiça e gentileza, em que se sentem pertencentes e têm professores menos punitivos, os jovens se sentem menos inclinados a ter um comportamento arriscado ou violento", diz o estudo.


terça-feira, 12 de novembro de 2019

Férias de 60 dias do Judiciário custam R$ 4 bilhões por ano

Apesar do desejo do governo de reduzir privilégios, juízes, promotores e procuradores deverão ficar de fora da reforma administrativa

Escultura A Justiça obra de Alfredo Ceschiatti de 1961 diante do STF Supremo Tribunal Federal – sede do Poder Judiciário

Judiciário: reforma administrativa pretende reduzir a diferença que existe hoje entre as regras para quem trabalha no setor público e o empregado da iniciativa privada (Adriano Kirihara/Pulsar Imagens/Reprodução)

São Paulo — Consideradas pela equipe econômica um dos “excessos” nos benefícios dados ao funcionalismo, as férias de 60 dias concedidas a algumas carreiras do setor público custam ao País cerca de R$ 4 bilhões ao ano.
A estimativa foi feita pelo governo e inclui despesas como o pagamento do adicional de 1/3 de férias e do abono pecuniário – a popular “venda de férias”. Os principais beneficiados são membros do Judiciário e do Ministério Público, que têm direito a dois meses de descanso remunerado. É o dobro da maioria dos trabalhadores, que conta apenas com 30 dias.
Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo no domingo, 10, apesar do desejo do governo de reduzir os “penduricalhos”, juízes, promotores e procuradores, além de parlamentares, deverão ficar de fora do texto da reforma administrativa que será enviada ao Congresso Nacional. Isso porque a análise jurídica é que somente o Legislativo poderia modificar as regras que regem as carreiras dos membros desses poderes.
A equipe econômica, porém, apoia iniciativas para eliminar, durante a tramitação da proposta, as benesses pagas a essas categorias. Já há conversas nesse sentido e deputados interessados em apresentar emendas incluindo promotores, juízes e parlamentares na reforma.
Como têm dois meses de férias, juízes e promotores recebem, por duas vezes no ano, o adicional sobre os salários. Segundo levantamento da Associação Contas Abertas, somente o pagamento do adicional de 1/3 de férias pelo Judiciário federal somou R$ 578,7 milhões em 2018. Já o Ministério Público Federal gastou R$ 110,5 milhões com o adicional de férias.
“O Estado brasileiro é paquidérmico, patrimonialista, corporativo, ineficiente e caro. Tem gorduras, nos três poderes, que não serão eliminadas com um simples regime. Será preciso uma lipoaspiração ou até uma cirurgia bariátrica”, afirma o secretário-geral da Contas Abertas, Gil Castelo Branco.
“Já não basta reduzir diárias, passagens aéreas, valor de contratos de limpeza e vigilância. Estas despesas até vêm sendo reduzidas ano a ano em decorrência da crise fiscal. Mas agora é necessário mexer na estrutura de gastos”.
Além dos salários mensais, os membros do Judiciário e do MP têm direito a vantagens como ajuda de custo para despesas de transporte e mudança, para moradia nas localidades em que não houver residência oficial à disposição, salário-família, diárias e gratificações diversas.
A reforma administrativa pretende reduzir a diferença que existe hoje entre as regras para quem trabalha no setor público e o empregado da iniciativa privada. A área econômica sabe que não conseguirá acabar com toda a disparidade, mas a ideia é começar a fazer essa aproximação e atacar o maior número de ‘privilégios’ possível.
Entre os itens que entraram na mira do governo estão a licença-prêmio, benefício de três meses de afastamento remunerado concedido a cada cinco anos de trabalho. O objetivo é colocar na Constituição vedações a esse tipo de benesse para que a medida tenha amplo alcance.

Reação

A regra dos 60 dias de férias vale para os membros do Ministério Público e do Judiciário, tanto nos Estados quanto no governo federal. Não contempla, no entanto, servidores como analistas e técnicos de tribunais e promotorias.
Há ainda outras carreiras que gozam de dois meses de férias por ano em alguns Estados, a depender da legislação local, como procuradores estaduais e defensores públicos.
Representantes dessas categorias justificam a necessidade de um período maior de descanso por causa da alta carga de trabalho. Antes mesmo de a reforma ser apresentada, o procurador-geral da República, Augusto Aras, saiu em defesa das férias de dois meses alegando que a carga de trabalho do MP é “desumana”.
A reação de Aras chegou ao presidente Jair Bolsonaro, que ficou preocupado e tem se mostrado sensível também a reclamações de outras categorias, principalmente de policiais e militares. Devido a pressão, as negociações têm sido conduzidas da forma mais sigilosa possível, para evitar ‘desidratações’ antes do envio do texto ao Congresso. A equipe econômica também tem buscado transmitir às categorias a mensagem de que os atuais servidores só serão cobrados pelos ‘excessos’.
Exame. 11.11.2019.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Colateral Filmes lança curta que debate o bullying


O menino das estrelas' está em circuito de exibição nas escolas de Porto Alegre e no YouTube

O próximo domingo, 20, é marcado como o Dia Mundial de Combate ao Bullying. O tema é abordado no filme mais recente da produtora Colateral Filmes, 'O menino das estrelas', que foi lançado na última semana e já está disponível no YouTube. O curta-metragem está em circuito de exibição nas escolas de Porto Alegre, sempre seguido por uma sessão de debate com a comunidade escolar.
Com financiamento da Secretaria de Estado da Cultural do Rio Grande do Sul, através do Pró-Cultura RS - FAC, o filme conta a história de Benji, garoto do sétimo ano que sofre bullying na escola onde estuda. Após um misterioso cometa cair em sua cidade, o menino adquire poderes especiais e tem que decidir se irá ou não revidar aos ataques que sofre.
A obra ficcional, com direção dos Irmãos Christofoli, busca utilizar o universo fantástico para trazer à tona a discussão sobre essa que é uma das formas de violência que mais cresce no mundo. No elenco de 'O menino das estrelas', estão Guilherme Pacheco, Ezequias Schaffer, Anna Lisboa, Marcus Vinícius Moares, Carina Dias, Vinicius Plein e Erik Oliveira. A produção é da Colateral Filmes e Submerso Filmes, com a produtora-associada Machina Filmes.
O filme completo pode ser visto aqui:


terça-feira, 10 de setembro de 2019

Setembro Amarelo - confira mensagens de valoarização à vida

O MPF/PR aderiu à Campanha Setembro Amarelo, em apoio à campanha nacional promovida desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Neste mês de setembro, de prevenção ao suicídio, foram afixados cartazes nos murais, elevadores e outros espaços da PR/PR, contendo mensagens de valorização à vida. Os cartazes também foram encaminhados às PRMs do Paraná.
Todos os cartazes foram produzidos pela Assessoria de Comunicação do MPF/PB, que desde 2018 implementou no órgão a campanha interna 'Espalhe Gentileza'. O objetivo é, ao longo do ano por meio de vários temas trabalhados, gerar entre os integrantes do MPF um ambiente de empatia que conserve o melhor desempenho no local de trabalho.
Suicídio e depressão - De acordo com o site da campanha Setembro Amarelo, são registrados cerca de doze mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de um milhão no mundo. Cada vez mais casos são notificados, principalmente entre os jovens. Segundo a cartilha Suicídio: informando para prevenir, o número de vidas perdidas desta forma, a cada ano, em todo o mundo, ultrapassa o número de mortes decorrentes de homicídio e guerra. Cada caso impacta seriamente a vida de outras seis pessoas. A escalada é alarmante. Estima-se que até 2020 poderá haver um incremento de 50% na incidência anual de mortes por esta causa.

Informações da ABP e do CFM revelam que quase 100% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, em sua maioria não diagnosticados, tratados de forma inadequada ou não tratados de maneira alguma. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e do abuso de substâncias. Pacientes com múltiplas comorbidades psiquiátricas têm um risco aumentado.

Sindrome de Burnout - Também conhecido como Síndrome do Esgotamento Profissional, esse distúrbio psíquico é caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes.O termo vem do inglês: burn (queimar) out (por inteiro) e é utilizado quando o motivo principal do esgotamento está relacionado à atividade profissional. Mas o que diferencia o burnout do estresse? Para saber mais leia o Comunica especial sobre o tema, a edição 546, que foi ao ar em março deste ano.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Deputados discutem medidas para frear aumento de suicídio de adolescentes

Em audiência pública na Câmara sobre o aumento no número de suicídios entre crianças e adolescentes, o coordenador do Programa Cidadania dos Adolescentes do UNICEF Brasil, Mario Volpi, destacou o papel de pais e responsáveis no monitoramento do conteúdo que esse público consome na internet. Além disso, segundo ele, é importante haver espaço para que os jovens possam conversar com os pais sobre o que os incomoda.
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Audiência pública para discussão sobre medidas efetivas para a prevenção do suicídio de crianças e adolescentes
Número de casos subiu 10% entre 2003 e 2013
"Nós temos que criar espaços de escuta. Os jovens precisam ter com quem conversar sobre isso. Quem vão ser essas pessoas? Serão suas famílias, será a escola, será a igreja, serão os espaços comunitários”, apontou.

O número de casos de crianças e adolescentes de 9 a 19 anos que cometem suicídio no Brasil cresceu 10% de 2003 a 2013. E o suicídio é a 4° maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, de acordo com o Mapa da Violência, que usa dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

A audiência pública foi promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família para discutir medidas efetivas para a prevenção da automutilação e do suicídio nessa faixa etária. 

O deputado Rodrigo Coelho (PSB/SC), que propôs a reunião, ressaltou que a sociedade e a imprensa não abordam o assunto para não estimular casos em potencial.

"Mas penso eu que devemos quebrar esse tabu, a fim de mudar uma triste realidade, que acontece dentro de nossas casas, de nossas escolas e da sociedade como um todo, e que atinge todas as idades e classes sociais".

A maior frequência de suicídios não se dá entre crianças e adolescentes; entretanto, para Cinthia de Araújo, assessora que lida com o assunto no Ministério da Saúde, o problema está no aumento recente.

"O que nos preocupa é a tendência recente de um aumento significativo, o que também não é uma exclusividade dessa faixa, mas ela tem um impacto social importante. Ela reflete que os nossos jovens estão sofrendo e que a gente precisa de intervenções mais focalizadas".

Em abril deste ano, proposta da Câmara instituiu uma Política Nacional de Prevenção à Automutilação e ao Suicídio (13.819/19), que pretende reunir ações políticas públicas sobre o tema. Agora, deputados de diversos partidos estão colhendo assinaturas para criar a Frente Parlamentar de Combate ao Suicídio e à Automutilação.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Ministro Lewandowski garante entrevista de Lula para El País e Folha de S. Paulo nesta sexta-feira (26)

Em decisão tomada nesta quinta-feira (25), o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou que a entrevista a ser concedida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (26), na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR), autorizada pelo próprio ministro, restringe-se aos jornalistas Florestan Fernandes Júnior, do jornal El País, autor da Reclamação (RCL 31965), e Mônica Bergamo (RCL 32035), da Folha de São Paulo.
Lewandowski explicou que, após sua decisão no sentido de autorizar as entrevistas do ex-presidente para os citados jornalistas, o superintendente da PF no Paraná determinou que a entrevista a ser concedida nesta sexta fosse realizada na presença de outros repórteres.
Para o relator, não se pode impor a presença de outros jornalistas sem expressa autorização de Lula. “A liberdade de imprensa, apesar de ampla, deve ser conjugada com o direito fundamental de expressão, que tem caráter personalíssimo, cujo exercício se dá apenas nas condições e na extensão desejadas por seu detentor, no caso, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao qual não se pode impor a presença de outros jornalistas ou de terceiros, na entrevista que o Supremo franqueou aos jornalistas Florestan Fernandes e Mônica Bergamo, sem a expressa autorização do custodiado e em franca extrapolação dos limites da autorização judicial em questão”, frisou o ministro.
O ministro disse que a entrevista será concedida apenas a Florestan Fernandes e a Mônica Bergamo, “vedada a participação de quaisquer outras pessoas, salvo as equipes técnicas destes, sempre mediante a anuência do custodiado”.

MB/CR

Fonte: STF

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Ações de prevenção ao bullying mobilizam escolas do Paraná

As ações pedagógicas fazem parte da programação da Semana de Prevenção e Combate ao Bullying desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação.

Rodas de conversa, palestras, apresentações teatrais e musicais, produção textual, atividades esportivas e recreativas e muita conversa sobre maneiras de prevenir e combater o bullying são algumas das atividades desenvolvidas nas escolas da rede estadual de ensino nessa semana.
As ações pedagógicas fazem parte da programação da Semana de Prevenção e Combate ao Bullying desenvolvida pela Secretaria de Estado da Educação.
Segundo a chefe do departamento da Diversidade e Direitos Humanos da Secretaria, Angela Mercer de Mello, o objetivo das ações é sensibilizar as escolas e criar um canal de comunicação entre estudantes, professores, funcionários e a própria comunidade.
Angela diz que as atividades contribuem para construir um clima escolar favorável ao diálogo, empatia e minimização de situações de violências, além de promover a convivência harmônica. “Queremos que os estudantes se sintam seguros e acolhidos pela escola e ao mesmo tempo sejam precursores de informações de prevenção e combate ao bullying”, disse.
No Colégio Estadual Humberto de Campos, em Santo Antônio do Sudoeste (na região Sudoeste do Estado), essa semana foi agitada com bastante atividades relacionadas ao tema. Desde segunda-feira (08), os estudantes do Ensino Fundamental e Médio estão mobilizados com ações de conscientização com os colegas, professores e funcionários. Eles confeccionaram cartazes e conversaram sobre situações de bullying que vivenciaram ou presenciaram.
Os alunos também explicaram significado da palavra bullying, fizeram um breve histórico de casos relacionados ao tema, e também citaram exemplos e tipos de bullying que são cometidos, em alguns casos, sem a intenção, no ambiente escolar e fora dele.
O BULLYNG MACHUCA - “Quando era pequena, as pessoas faziam piadas e cantavam músicas rindo da cor da minha pele, do meu cabelo e da minha boca, e eu passei por tudo isso de cabeça erguida, nunca desisti, não alisei meu cabelo como mandavam eu fazer. Hoje em dia eu sei que o que fiz foi o melhor, porque não importa o rótulo que colocam em você, apenas você pode se definir”, contou Luana Cálita Antunes da Roza, de 17 anos, estudante do 3° ano do Ensino Médio no Colégio Estadual Humberto de Campos, em Santo Antônio do Sudoeste.
Ela aproveitou as ações de combate ao bullying desenvolvidas pela escola para conversar com os colegas sobre as diferentes formas e práticas de bullying. Para ela, o virtual é a pior forma, além de mais frequente, devido ao fácil acesso às redes sociais e de permitir que as agressões sejam feitas no anonimato.
Também pôde contar como lidou com as ofensas que sofreu e percebeu que, infelizmente, o bullying é muito mais comum do que se pensa. “Foi muito interessante porque vi que a maioria da sala também sofreu assim como eu, que não estava sozinha e que algum momento em nossas vidas todos sofremos bullying, sofremos e choramos, porque não é uma coisa legal”, disse.
DIÁLOGO E PREVENÇÃO - No Colégio Estadual São Cristóvão, em São José dos Pinhais, os estudantes do 2° ano do Ensino Médio tiveram uma experiência impactante. Eles participaram de uma roda de conversa organizada pela professora de Sociologia Priscila Matos Drosoek em que relataram como se sentem em espaços em que ocorrem bullying.
“Conversamos sobre as diferentes formas de bullying que deixam a gente mais triste. Por exemplo, a solidão. E cada um deu uma sugestão para lidar com essa situação”, afirmou a estudante Beatriz Schnekimberg.
A professora Priscila destacou a importância de trabalhar o assunto no ambiente escolar. “Esse formato em círculo permite que eles olhem um para o outro e dialoguem de forma aberta sobre o que sentem nessas situações. É importante falar sobre esse assunto para superarmos as diferenças que podem acontecer no âmbito escolar e também fora dele, reduzindo os casos de violência. A escola tem um papel fundamental nessa discussão”, disse.
OUTRAS AÇÕES - No município da Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, os estudantes do Colégio Estadual General Carneiro assistiram uma apresentação teatral de mímica e ilusionismo na qual foram abordadas situações relacionadas a preconceitos, discriminações, apelidos e brincadeiras de mau gosto.
Já no Colégio Estadual Helena Kolody, do município de Terra Boa, no Centro-Oeste do Paraná, os estudantes do 3° ano do Ensino Médio passaram de sala em sala para conversar com os 510 colegas sobre o tema. “Eles destacaram a necessidade de se sentir acolhidos e protegidos no âmbito escolar”, disse a diretora Meire Rampazzo Castilho.
SUPORTE PEDAGÓGICO - Para auxiliar o desenvolvimento de ações pedagógicas relacionadas à temática, a Secretaria da Educação, com base na Lei nº 19.678/18, elaborou uma lista com sugestões de ações e estratégias que podem ser trabalhadas em sala de aula e contribuir para construir um clima escolar favorável ao diálogo, empatia e minimização de situações de violências, e para promover a convivência harmônica.
“O objetivo é tornar as ações preventivas ao bullying uma prática contínua, permeando o cotidiano e o currículo escolar, orientadas pelo Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, e desenvolver competências socioemocionais nos estudantes, que reflitam na melhoria dos resultados de aprendizagem, uma das funções primordiais da educação”, explicou Angela Mercer.
Para facilitar a elaboração das práticas, a Secretaria da Educação organizou uma lista com materiais de apoio para subsídio metodológico.
Confira os links:



Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em:
A professora de sociologia, Priscila Matos Drosoek, profere palestra sobre bullying no Colégio Estadual São Cristovão, em São José dos Pinhais.São José do Pinhais, 10-04-19.Foto: Arnaldo Alves / ANPr.
Agência de Notícias do Paraná. 10.4.2019.

Cuidadora é presa por estuprar paciente com paralisia no DF; vítima denunciou com ajuda dos olhos

Mulher cuidava dele desde 2015. Crime é de estupro de vulnerável, com pena de até 15 anos de prisão.






Uma cuidadora foi presa nesta quarta-feira (10) por abusar de um paciente com esclerose lateral amiotrófica (ELA) – doença que deixa a pessoa paralisada, sem poder nem falar. O crime é de estupro de vulnerável.

Segundo a ocorrência, ele só denunciou o caso depois que recebeu um computador em que pode se comunicar com a ajuda dos olhos.

A mulher foi denunciada à polícia. De acordo com o delegado, ela fazia sexo oral nele, beijava e colocava a mão dele nas partes íntimas dela.

Durante o inquérito, foram ouvidos a esposa da vítima, o filho deles e a cuidadora, que trabalhava na casa desde 2015. O paciente tem 54 anos. Já a mulher tem 36 anos.

Atualmente, ela está em prisão preventiva – por tempo indeterminado – autorizada pela 3ª Vara Criminal de Ceilândia.

Este tipo de prisão serve para garantir a segurança das investigações, impedindo o risco de fuga, por exemplo.

Se ela for condenada ao final do processo, pode continuar presa por um período entre 8 e 15 anos.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

REVISTA SOCIOLOGIA JURÍDICA

REVISTA SOCIOLOGIA JURÍDICA
ISSN: 1809-2721

SUMÁRIO – Nº 28 – JANEIRO/JUNHO 2019

Os estereótipos de gênero no sistema prisional: a invisibilidade feminina na execução penal – Daniela Cristien Silveira Mairesse Coelho  

A criação de alas ou galerias específicas para LGBTs presos como “política penitenciária”: contradições e disputas – Guilherme Gomes Ferreira, Caio Cesar Klein e Vincent Pereira Goulart  

Etnografia e Cárcere: as chacinas nos presídios brasileiros em janeiro de 2017 Maíra de Mello Silva   

O meio social da prisão: o cárcere constituído a partir de elementos culturais próprios Stephane Silva de Araujo  

O atendimento realizado pelo Juizado da Cadeia Pública de Porto Alegre dirigido aos familiares dos presos Mariângela Alves Gonzales   

Anais do 10º Encontro Transdisciplinar de Ciências Penitenciárias

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Atualização mensal do PRI de notícias de justiça criminal

Reforma Penal Internacional

Fev 2019 Atualização

  

Holofote:

Apoiar os esforços de combate à tortura e maus-tratos de suspeitos e prisioneiros em Uganda

Este mês, a Reforma Penal Internacional (PRI) assinaram um acordo de parceria com a Facilidade Governança Democrática para um programa em Uganda para apoiar os esforços de combate à tortura e maus-tratos de suspeitos e prisioneiros em Uganda. Como parte do projeto, PRI irá trabalhar com atores estatais e não-estatais para enfrentar a tortura no Uganda através de pilotar o uso de entrevista investigativa, garantias de execução para prevenir e detectar a tortura nas prisões, o reforço do controlo independente das instalações de detenção, fornecendo organismos de controlo e prestar apoio técnico no desenvolvimento e actualização ferramentas de monitoramento. PRI irá apoiar os esforços de advocacia para a implementação da prevenção e proibição da tortura Act (PPTA) e as normas internacionais, e sensibilizar para a situação dos direitos humanos.
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Notícias: PRI realiza treinamento sobre riscos e Avaliação das Necessidades de prisioneiros

Este mês, à luz da nova legislação criminal, o escritório do PRI na Ásia Central realizou um treinamento sobre riscos e Avaliação das Necessidades de Presos no Quirguistão para ajudar o pessoal da prisão e organismos de controlo para preparar programas pessoais de cada prisioneiro com base em suas necessidades. O treinamento contou com a presença de representantes de GSIN Sistema Penitenciário, o Instituto do Quirguistão de Provedor de Justiça, e do Centro Nacional para a Prevenção da Tortura. Esta formação foi organizada em colaboração com a Embaixada Britânica no Quirguistão.
Leia mais (em russo apenas)

Relatório externo: Pena de morte na Índia

O relatório intitulado 'Death Penalty na Índia: Statistics Relatório Anual 2018'destaca que em 2018, 162 penas de morte foram impostas por tribunais de primeira instância na Índia; a mais alta figura de duas décadas. O ano de 2018 viu a expansão legislativa da pena de morte, apresentando-o como uma possível punição por estupro de meninas com menos de 12 anos de idade e para crimes envolvendo pirataria marítima ou a pirataria no mar, de acordo com o relatório.
Consulte Mais informação

Recurso externo: Inquérito Europeu sobre os Órgãos de Supervisão Prison

O Inquérito Europeu sobre os Órgãos prisão de Supervisão (ESPO) é a primeira pesquisa internacional sobre os corpos prisão de supervisão. O seu principal objectivo é reunir informações sobre as estruturas para lidar com a inspeção das prisões em toda a União Europeia. O inquérito é dirigido pelo Dr. Mary Rogan eDr Eva Aizpurua , no Trinity College Dublin, Irlanda, como parte dos " Prisões: o Estado de direito, a responsabilidade e os direitos dos projeto, financiado peloConselho Europeu de Investigação .
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Notícias: Escritório do PRI no MENA participa em workshops na Argélia

Escritório do PRI no Médio Oriente e Norte de África participou recentemente de um workshop de três dias na Argélia, com 35 participantes de diferentes origens e especializações como a saúde mental, sociedades civis, ea Federação da Comissão Pais. O objetivo das oficinas foi o de encontrar formas criativas para apoiar o papel do Comissário Criança na Argélia. Director Regional do PRI Taghreed Jaber se reuniu com parceiros para discutir programas de trabalho do PRI em Justiça da Infância .
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Relatório externo: Prisão de saúde mental na Irlanda do Norte

Em um relatório recente intitulado Prisão saúde mental da Irlanda do Norte, o Royal College of Psychiatrists descobriu que prisão cuidados de saúde mental apresenta o desafio mais significativo para a prestação de cuidados de saúde mental forense na Irlanda do Norte (NI). O relatório apresenta as questões que precisam ser abordadas e as possíveis soluções para apoiar o progresso, com as preocupações centrais do relatório em torno do modelo de cuidados de saúde no sistema prisional do NI.
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Jobs: Captação de Recursos e Coordenadora de Comunicação

Nós estamos olhando para recrutar um Captação de Recursos e Coordenadora de Comunicação em tempo integral para integrar nossa equipe em Londres e nos apoiar para atingir os objetivos do PRI. O candidato ideal será um fundraiser experiente e um comunicador entusiasmado, apaixonado sobre os direitos humanos e as questões de justiça criminal, e interessado em trabalhar para uma ONG internacional. A data limite para as inscrições é 09:00 GMT em 05 de marco de 2019.
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