O Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus aos fundadores de centros esotéricos na Paraíba, presos sob a acusação de extorsão, formação de quadrilha, curandeirismo e charlatanismo. Ao revogar a prisão preventiva, o ministro Paulo Gallotti ressaltou que o decreto de prisão não demonstrou concretamente a imprescindibilidade da segregação dos denunciados, evidenciando o constrangimento ilegal.
Para o ministro, conclusões vagas e abstratas de que os acusados podem causar danos à instrução processual sem vínculo com a situação em questão, consistem apenas em suposições, motivo pelo qual não podem respaldar a medida constritiva para conveniência de instrução criminal.
Consta nos autos que os acusados foram presos em setembro de 2007, na Paraíba, pelas polícias, militar e civil que cumpriam mandados judiciais desencadeados pela operação "João Grilo", que apreendeu com os acusados, computadores, veículos importados e R$ 9.350 em espécie. Ainda segundo o processo, os denunciados há alguns anos aplicavam golpes de cunho religioso, sob a vertente da "cura pela fé", atraindo as vítimas, sempre pessoas humildes e insipientes, com a promessa de resolver problemas de qualquer natureza. Por meio do pagamento de consultas, que variavam de R$ 2 mil a R$ 8 mil, as pessoas eram submetidas a "trabalhos espirituais" a base de ervas, banhos e velas.
Segundo decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB), a prisão preventiva de Ricardo de Oliveira, João Alves de Paula Filho, José Ferreira Xavier, Airon da Silva Gomes, Mauro Sérgio Medeiros de Assis, Lucicleide Alves Santos e Fredson Cristiano Gomes de Lima, foi decretada em vista dos fatos tomarem grande repercussão social, diante da quantidade de denúncias das vítimas que foram lesadas, afastando a hipótese do exercício de culto religioso devido, segundo consta na decisão do julgamento, a cobrança de valores abusivos em prejuízo da garantia da ordem pública.
Ao analisar o pedido no STJ, o ministro Paulo Gallotti ressaltou os argumentos do voto vencido do desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba que afirma que era exercida atividade exclusivamente religiosa nos centros religiosos, e em hipótese alguma compete ao judiciário dizer qual religião é falsa, importando respeito aos preceitos nela inseridos. Destacando que muitas religiões admitem a cura pela fé, algumas até cobram acintosamente e nem por isso estão praticando crime, pois a verba tem finalidade precípua de assegurar a manutenção dos cultos e das pessoas que os representam.
O Globo Online, 30/04/2008.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Representantes de empresas jornalísticas defendem revogação definitiva da Lei de Imprensa
Representantes das principais empresas jornalísticas do país defenderam nesta terça-feira a revogação definitiva da Lei de Imprensa durante os debates da 3ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, realizada na Câmara. Artigos da lei que trata sobre o setor foram suspensos em fevereiro por uma decisão do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na abertura da Conferência, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que a Casa iria iniciar o debate sobre uma nova Lei de Imprensa, mas não confirmou quando as discussões devem começar.
- A atividade das empresas jornalísticas continua limitada por uma lei autoritária do regime militar. Uma legislação de imprensa democrática deveria abolir a censura prévia, mesmo quando exercida por magistrados, como tem ocorrido entre nós - disse o presidente do Grupo Folha, Luís Frias.
O vice-presidente das Organizações Globo João Roberto Marinho criticou a aplicação de indenizações exorbitantes por supostos crimes de opinião:
- Por vezes, (essas indenizações) visam não a reparar o erro, mas a enriquecer o ofendido.
Também falaram Júlio Cesar Mesquita, do Grupo Estado, e Roberto Civita, da Editora Abril.
Miro propõe proibir agentes públicos de processar jornalistas
Autor da ação que pede a revogação definitiva da Lei de Imprensa, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) apresentou nesta terça-feira duas propostas ainda mais contundentes para tentar garantir a liberdade de imprensa. Em palestra na conferência defendeu a abolição de qualquer tipo de lei que regule a atividade de jornais e revistas, e a proibição de que agentes públicos processem jornalistas em seu exercício profissional.
- Eu insisto que não podemos ter lei de nenhuma espécie. Se não, é fácil: você tira o rótulo de Lei de Imprensa e aprova qualquer coisa contra a liberdade. Vou me opor nos tribunais à tramitação de qualquer lei dessa espécie - prometeu o deputado.
Miro Teixeira condenou as autoridades que processam jornalistas em busca de indenizações milionárias por supostos delitos de opinião. Ele defendeu que agentes públicos de qualquer espécie sejam impedidos de alegar dano moral em ações contra repórteres e editores.
- Não pode haver pedido de indenização por parte de atores da vida pública. Isso não inclui apenas os portadores de mandato e os concursados, mas também os líderes religiosos e classistas. Tudo o que disser respeito ao interesse público não pode ter um guarda-chuva legal para ocultar, intimidar e impedir investigações - afirmou Miro.
O deputado também criticou os pedidos de direito de resposta que obrigam os veículos de comunicação a publicar extensas sentenças judiciais em suas páginas. Para o pedetista, quem se julga ofendido pela imprensa deveria convocar entrevistas coletivas e disputar espaço no noticiário para se defender.
Dois meses após conseguir a suspensão temporária de parte da Lei de Imprensa, Miro Teixeira se declarou confiante na revogação definitiva do texto, e disse acreditar que o Supremo Tribunal Federal levará mais 60 dias para julgar a causa em plenário.
O deputado pedetista antecipou parte do discurso que fará na tribuna da Corte. Ele vai citar o julgamento histórico de 1964 em que a Suprema Corte americana deu ganho de causa ao jornal "New York Times" contra L.B. Sullivan, então chefe de polícia do Alabama. A decisão dos juízes americanos permitiu que a imprensa noticiasse livremente a repressão policial durante a luta por direitos civis liderada por Martin Luther King. O desfecho do caso fixou as normas seguidas até hoje pela Justiça americana ao analisar ações por injúria e difamação.
Chinaglia defende nova lei
Também foi defendida, pelo representante da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a criação de uma lei de acesso a informações públicas no país. Discursaram ainda Arlindo Chinaglia e o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Chinaglia propôs uma nova Lei de Imprensa.
- Vamos fazer esse debate de maneira pública e, evidentemente, o Plenário será soberano. Aquilo que qualquer Plenário de qualquer parte do mundo vier a decidir é a expressão da vontade popular - destacou Chinaglia.
Segundo o presidente da Câmara, a análise da nova Lei de Imprensa será feita com base no direito do cidadão de ser bem informado, que deve ser "o fio condutor que nutre (tanto) a própria imprensa quanto o Parlamento". De acordo com o presidente da Câmara, o debate ocorrerá "à luz dos direitos humanos, à luz da ampliação daquilo que é absolutamente inegociável, que é o direito à informação, o direito à liberdade de expressão".
Chinaglia disse ainda que a Lei de Imprensa atual (Lei nº 5.250, de 1967) se tornou anacrônica. Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF), com base em uma ação ajuizada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), suspendeu no último mês, por meio de liminar parcial, 22 dispositivos da Lei de Imprensa em vigor. Com isso, foi suspenso o andamento de processos até o julgamento do mérito da ação.
Garibaldi Alves reconheceu que a imprensa tem cumprido seu papel de forma mais eficiente que o Congresso. Ele fez um apelo para que os parlamentares retomem a sintonia com a opinião pública demonstrada em momentos históricos como a campanha das Diretas-Já e a convocação da Assembléia Constituinte de 1988.
- Hoje essa cumplicidade está comprometida, porque a imprensa parte na frente e o Parlamento fica, vacilante, atrás.
O Globo Online, 30/04/2008.
- A atividade das empresas jornalísticas continua limitada por uma lei autoritária do regime militar. Uma legislação de imprensa democrática deveria abolir a censura prévia, mesmo quando exercida por magistrados, como tem ocorrido entre nós - disse o presidente do Grupo Folha, Luís Frias.
O vice-presidente das Organizações Globo João Roberto Marinho criticou a aplicação de indenizações exorbitantes por supostos crimes de opinião:
- Por vezes, (essas indenizações) visam não a reparar o erro, mas a enriquecer o ofendido.
Também falaram Júlio Cesar Mesquita, do Grupo Estado, e Roberto Civita, da Editora Abril.
Miro propõe proibir agentes públicos de processar jornalistas
Autor da ação que pede a revogação definitiva da Lei de Imprensa, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) apresentou nesta terça-feira duas propostas ainda mais contundentes para tentar garantir a liberdade de imprensa. Em palestra na conferência defendeu a abolição de qualquer tipo de lei que regule a atividade de jornais e revistas, e a proibição de que agentes públicos processem jornalistas em seu exercício profissional.
- Eu insisto que não podemos ter lei de nenhuma espécie. Se não, é fácil: você tira o rótulo de Lei de Imprensa e aprova qualquer coisa contra a liberdade. Vou me opor nos tribunais à tramitação de qualquer lei dessa espécie - prometeu o deputado.
Miro Teixeira condenou as autoridades que processam jornalistas em busca de indenizações milionárias por supostos delitos de opinião. Ele defendeu que agentes públicos de qualquer espécie sejam impedidos de alegar dano moral em ações contra repórteres e editores.
- Não pode haver pedido de indenização por parte de atores da vida pública. Isso não inclui apenas os portadores de mandato e os concursados, mas também os líderes religiosos e classistas. Tudo o que disser respeito ao interesse público não pode ter um guarda-chuva legal para ocultar, intimidar e impedir investigações - afirmou Miro.
O deputado também criticou os pedidos de direito de resposta que obrigam os veículos de comunicação a publicar extensas sentenças judiciais em suas páginas. Para o pedetista, quem se julga ofendido pela imprensa deveria convocar entrevistas coletivas e disputar espaço no noticiário para se defender.
Dois meses após conseguir a suspensão temporária de parte da Lei de Imprensa, Miro Teixeira se declarou confiante na revogação definitiva do texto, e disse acreditar que o Supremo Tribunal Federal levará mais 60 dias para julgar a causa em plenário.
O deputado pedetista antecipou parte do discurso que fará na tribuna da Corte. Ele vai citar o julgamento histórico de 1964 em que a Suprema Corte americana deu ganho de causa ao jornal "New York Times" contra L.B. Sullivan, então chefe de polícia do Alabama. A decisão dos juízes americanos permitiu que a imprensa noticiasse livremente a repressão policial durante a luta por direitos civis liderada por Martin Luther King. O desfecho do caso fixou as normas seguidas até hoje pela Justiça americana ao analisar ações por injúria e difamação.
Chinaglia defende nova lei
Também foi defendida, pelo representante da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), a criação de uma lei de acesso a informações públicas no país. Discursaram ainda Arlindo Chinaglia e o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Chinaglia propôs uma nova Lei de Imprensa.
- Vamos fazer esse debate de maneira pública e, evidentemente, o Plenário será soberano. Aquilo que qualquer Plenário de qualquer parte do mundo vier a decidir é a expressão da vontade popular - destacou Chinaglia.
Segundo o presidente da Câmara, a análise da nova Lei de Imprensa será feita com base no direito do cidadão de ser bem informado, que deve ser "o fio condutor que nutre (tanto) a própria imprensa quanto o Parlamento". De acordo com o presidente da Câmara, o debate ocorrerá "à luz dos direitos humanos, à luz da ampliação daquilo que é absolutamente inegociável, que é o direito à informação, o direito à liberdade de expressão".
Chinaglia disse ainda que a Lei de Imprensa atual (Lei nº 5.250, de 1967) se tornou anacrônica. Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF), com base em uma ação ajuizada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), suspendeu no último mês, por meio de liminar parcial, 22 dispositivos da Lei de Imprensa em vigor. Com isso, foi suspenso o andamento de processos até o julgamento do mérito da ação.
Garibaldi Alves reconheceu que a imprensa tem cumprido seu papel de forma mais eficiente que o Congresso. Ele fez um apelo para que os parlamentares retomem a sintonia com a opinião pública demonstrada em momentos históricos como a campanha das Diretas-Já e a convocação da Assembléia Constituinte de 1988.
- Hoje essa cumplicidade está comprometida, porque a imprensa parte na frente e o Parlamento fica, vacilante, atrás.
O Globo Online, 30/04/2008.
Pesquisa: 74% dos que vivem na rua são alfabetizados e 88,5% não recebem ajuda do governo


O morador de rua brasileiro é alfabetizado, tem atividade remunerada e na maioria das vezes não recebe ajuda do governo, segundo mostra uma pesquisa feita em parceria entre a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Nas 71 cidades pesquisadas, o governo encontrou 31.992 pessoas com 18 anos ou mais em situação de rua, o equivante a 0,061% da população destas localidades.
Um dado que surpreendeu foi o índice de alfabetização: 74% dos moradores de rua entrevistados sabiam ler e escrever. De acordo com a pesquisa, 17,1% não sabem escrever e 8,3% apenas assinam o próprio nome.
O levantamento mostra, no entanto, que 63,5% não completaram o ensino fundamental - sendo que 15,1% nunca estudaram e 48,4% possuem ensino fundamental incompleto. O percentual restante se divide entre os que têm ensino fundamental completo (10,3%), ensino médio incompleto (3,8%), ensino médio completo (3,2%), superior incompleto (0,7%), superior completo (0,7%), não sabem informar (7,7%) e não foi informado (10,1%).
Entre os entrevistados, a maioria (71,3%) disse que passou a viver e morar na rua por conseqüência de alcoolismo ou uso de drogas, desemprego e brigas familiares. Pela pesquisa, 79,6% fazem pelo menos uma refeição por dia e 19% dos entrevistados não conseguem se alimentar diariamente.
Os programas governamentais não alcançam 88,5% dos entrevistados, que negam receber qualquer benefício do governo. Do total dos entrevistados, 95,5% disseram não participar de nenhum movimento social e 61,6% não exercem o direito ao voto.
Sobre o fato de que a maioria dos moradores de rua não recebe Bolsa Família,a secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Arlete Sampaiodisse que o programa talvez não seja o melhor instrumento para atingir esse público. Ela afirmou que um grupo interministerial estuda uma política para esse segmento. O programa Bolsa Família beneficia 2,3% do público pesquisado.
A maior parte da população em situação de rua no Brasil (70,9%) exerce atividades remuneradas, entre elas a de catador de materiais recicláveis, flanelinha, empregado de construção civil e de limpeza e como estivador (ajudante de embarque de carga nos portos). A maioria (52,6%) recebe entre R$ 20 e R$ 80 por semana e 15,7% têm a esmola como principal meio para a sobrevivência. No universo pesquisado, 27, 5 % dos entrevistados disseram que trabalham como catador de papel, 14,1% cuidam de carros e 6,3% atuam na construção civil. No entanto, 1,9% dos entrevistados confirma trabalhar com carteira assinada e 47,7% nunca tiveram trabalho formal.
Para secretária-executiva, dados surpreendem
Na avaliação da secretária-executiva, os dados da Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua surpreendem e acabam com alguns preconceitos como o de achar que a população de rua não trabalha. De acordo com a secretária, o objetivo do estudo foi mapear a população com 18 anos ou mais de idade, e não os menores de idade. Segundo ela, o governo já tem ações para combater o trabalho infantil e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
- O objetivo é conhecer as características da população - disse a secretária
Foram identificadas 31.922 pessoas em situação de rua nas cidades pesquisadas vivendo em calçadas, praças, rodovias, parques, viadutos, postos de gasolina, praias, barcos, túneis, depósitos e prédios abandonados, becos, lixões, ferro-velho ou pernoitando em instituições (albergues, abrigos, casas de passagem e de apoio e igrejas).
A maioria das pessoas (69,9%) dorme nas ruas, 22,1%, em albergues e 8,3% costumam alternar. O principal motivo que leva os entrevistados a preferirem locais públicos para pernoitar é a liberdade, pois não há estabelecimento de horário de permanência nem proibição do uso de álcool e drogas.
A taxa de recusa dos entrevistados em responder ao questionário foi considerada baixa pelos pesquisadores - 13,4%. Desses, 36,6% disseram desacreditar que o levantamento possa beneficiá-lo, 18% não acordaram para responder, 14,3% estavam embriagados e 14% aparentavam transtorno mental.
Arlete Sampaio disse também que as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Porto Alegre ficaram fora do levantamento porque estudos semelhantes já haviam sido feito nessas capitais.
A Pesquisa Nacional sobre a População em Situação de Rua ouviu pessoas com mais de 18 anos que vivem nas ruas de 71 cidades com mais de 300 mil habitantes.
"O objetivo é conhecer as características da população".
O Globo Online, 30/04/2008.
Ex-marido divulga cenas de sexo com a mulher na internet
RECIFE - Insatisfeito com o iminente fim de seu casamento, o programador Márcio André Avelino do Vale resolveu se vingar: pôs na internet cenas de sexo com a própria mulher, que também trabalha na área de informática. As imagens foram parar em sites de relacionamentos, DVDs vendidos na feira e até telefones celulares. O caso acabou na polícia, onde o webdesigner está para ser enquadrado na Lei Maria da Penha. É a primeira vez no estado que a legislação para crimes domésticos se aplica àqueles cometidos pela rede. O assunto virou tema de conversa na feira, nos bares e nas ruas de Caruaru, a 130 quilômetros de Recife.
- Foi um choque muito grande, pensei que não ia agüentar. Porque você chega em uma repartição, vai tirar um documento e as pessoas lhe apontam dizendo "essa é a mulher do vídeo". Quando ando no ônibus ou de mototáxi, os comentários são sempre os mesmos. É horrível - desabafou ela a emissoras de rádio e televisão, embora sem mostrar o rosto para não se expor mais ainda. A mulher confirmou que as gravações tiveram sua permissão.
- Pensei que fosse coisa de homem. Ele disse que ia gravar as cenas, para assistir quando desse vontade. Depois, recebi dele um e-mail, dizendo: "Não deu para resistir, botei tudo na internet" - contou a mulher, que nesta terça-feira voltou à delegacia para ser ouvida, porque testemunhas disseram que o acusado tem antecedentes violentos, seria um hacker e havia violado a conta bancária dela via computador. O acusado tem 28 anos e a mulher, 21.
Márcio foi ouvido nesta terça, negou responsabilidade na divulgação do vídeo e disse que já tinha apagado as imagens. Mas, durante o momento da gravação, só ele e a mulher estavam no quarto.
A titular da delegacia da Mulher em Caruaru, delegada Rita de Cássia Valença, informou ontem que esse é o quinto crime contra mulheres na internet naquele município, só este ano:
- Os crimes são basicamente os mesmos previstos no Código Penal Brasileiro. A Lei Maria da Penha apenas cria o procedimento. Como o crime ocorreu no ambiente doméstico, ela poderá ser aplicada sim e provavelmente esse crime não ficará impune.
A delegada instaurou o inquérito no dia 15 de abril e, embora as imagens da vítima tenham corrido mundo, via web, seu nome vem sendo mantido em sigilo. Para Rita de Cássia, o crime foi premeditado e confirmado nas conversas via internet, até em salas de bate-papo, nas quais ele afirmava que a mulher iria ver as consequências dos seus atos (o fim da relação).
Márcio foi ouvido e liberado em seguida, porque, segundo a polícia, não há provas de que ele é o autor da divulgação do vídeo, que tem oito minutos e no qual a mulher aparece sempre em primeiro plano. O casal vivia junto há um ano, mas nos últimos três meses vinha se desentendendo.
O Globo Online, 30/04/2008.
- Foi um choque muito grande, pensei que não ia agüentar. Porque você chega em uma repartição, vai tirar um documento e as pessoas lhe apontam dizendo "essa é a mulher do vídeo". Quando ando no ônibus ou de mototáxi, os comentários são sempre os mesmos. É horrível - desabafou ela a emissoras de rádio e televisão, embora sem mostrar o rosto para não se expor mais ainda. A mulher confirmou que as gravações tiveram sua permissão.
- Pensei que fosse coisa de homem. Ele disse que ia gravar as cenas, para assistir quando desse vontade. Depois, recebi dele um e-mail, dizendo: "Não deu para resistir, botei tudo na internet" - contou a mulher, que nesta terça-feira voltou à delegacia para ser ouvida, porque testemunhas disseram que o acusado tem antecedentes violentos, seria um hacker e havia violado a conta bancária dela via computador. O acusado tem 28 anos e a mulher, 21.
Márcio foi ouvido nesta terça, negou responsabilidade na divulgação do vídeo e disse que já tinha apagado as imagens. Mas, durante o momento da gravação, só ele e a mulher estavam no quarto.
A titular da delegacia da Mulher em Caruaru, delegada Rita de Cássia Valença, informou ontem que esse é o quinto crime contra mulheres na internet naquele município, só este ano:
- Os crimes são basicamente os mesmos previstos no Código Penal Brasileiro. A Lei Maria da Penha apenas cria o procedimento. Como o crime ocorreu no ambiente doméstico, ela poderá ser aplicada sim e provavelmente esse crime não ficará impune.
A delegada instaurou o inquérito no dia 15 de abril e, embora as imagens da vítima tenham corrido mundo, via web, seu nome vem sendo mantido em sigilo. Para Rita de Cássia, o crime foi premeditado e confirmado nas conversas via internet, até em salas de bate-papo, nas quais ele afirmava que a mulher iria ver as consequências dos seus atos (o fim da relação).
Márcio foi ouvido e liberado em seguida, porque, segundo a polícia, não há provas de que ele é o autor da divulgação do vídeo, que tem oito minutos e no qual a mulher aparece sempre em primeiro plano. O casal vivia junto há um ano, mas nos últimos três meses vinha se desentendendo.
O Globo Online, 30/04/2008.
Ator da série 'CSI' é detido por posse de drogas

LOS ANGELES - O ator Gary Dourdan, que interpreta o agente Warrick Brown na série de televisão "CSI", foi detido por posse de drogas, informou na terça-feira o portal de notícias de famosos "TMZ".
Uma patrulha policial encontrou o ator dormindo dentro de seu carro em Palm Springs na madrugada de segunda-feira e o deteve após revistar seu veículo. Dourdan foi levado à prisão da área e liberado depois de pagar fiança de US$ 5 mil.
O ator é acusado de posse de drogas como heroína, cocaína, ecstasy e remédios vendidos sob prescrição médica
Dourdan vive agora na vida real uma situação pessoal que lembra a que passou seu personagem na série, que tem um passado de vicio em drogas.
O Globo Online, 30/04/2008.
Mãe pode estar envolvida em caso de mulher que ficou presa em um porão por 24 anos na Áustria
AMSTATTEN - A mulher do austríaco Josef Fritzl, Rosemarie, pode ser considerada suspeita pelo rapto de sua filha Elisabeth, que ficou presa em um porão, sendo estuprada pelo pai durante 24 anos , informou o "Jornal Nacional". A hipótese ainda não foi confirmada e o chefe do Escritório de Assuntos Penais do Sul da Áustria, Franz Polzer, afirmou na terça-feira que acredita na inocência da mulher. No entanto, a edição da noite de terça-feira do jornal revela que Rosemarie pode ter ajudado a manter a filha e três de seus netos durante uma viagem de Josef à Tailândia. Ela seria considera uma cúmplice silenciosa.
A prefeitura de Amstetten ainda não soube informar como o porão da casa de Josef não foi descoberto quando a obra da residência foi aprovada.
Cerca de 200 moradores da cidade, a pequena cidade no Sul da Áustria onde Josef construiu a sua "casa dos horrores", fizeram uma vigília à luz de velas na praça central. Na segunda-feira, a família do austríaco se reencontrou pela primeira vez desde o fim do caso, num momento que os médicos descreveram como "impressionante". Elisabeth deixou o porão onde estava trancada com três filhos e se reencontrou com três outros filhos, que haviam sido separados dela logo após o nascimento. Um sétimo bebê morreu no porão.
- Eles se reencontraram no domingo de manhã e foi impressionante como foi fácil pôr as crianças juntas. As crianças estão bastante bem - disse Berthold Kepplinger, diretor-médico da Policlínica Provincial da Baixa Áustria, em entrevista coletiva na terça-feira.
- Todos se encontraram no hospital (psiquiátrico onde passam por tratamento) ontem à noite. Foi um momento muito tocante, bastante dramático e emocionante para todos - informou uma fonte da polícia. - Houve lágrimas e uma das crianças que cresceu no porão estava com medo. Foi muito duro para eles. Eles não são tão articulados quanto os irmãos mas puderam se expressar, foi um momento feliz - completou. Felix, o mais novo, fez 6 anos e teve a sua primeira festa de aniversário, com torta e parabéns.
- O mundo parece pensar que Amstetten é uma cidade horrível, e que as pessoas da comunidade não se importam com as outras. Queremos mostrar que isso não é verdade - disse a organizadora da manifestação em apoio à família, Elisabeth Anderson.
Leopold Etz, da comissão de investigação, disse que as crianças encarceradas olharam para a rua com muita alegria. Exclamaram ao andar pela primeira vez de carro, ao ver a lua e ao sentir o vento, numa temperatura amena de 20 graus centígrados. Os seis filhos sobreviventes deverão receber identidades novas.
O ministro da Justiça do país apresentou na terça-feira um projeto que fortalece a "lei de proteção às vítimas", especialmente em casos de abuso sexual.
Elisabeth, de 42 anos, passou mais de metade da vida sem ver a luz do sol, ao lado da filha, hoje com 19 anos, e de dois filhos, de 18 e 5.
Duas outras meninas e um menino viviam na casa acima do porão com Fritzl e sua esposa, Rosemarie, que também teve sete filhos com ele.
Os três filhos que ficaram no porão sabem ler e escrever rudimentarmente. Kepplinger sugeriu que eles podem fazer o processo de recuperação numa escola da própria clínica.
Pai pode pegar prisão perpétua pelos crimes
Exames de DNA confirmaram que Fritzl, um engenheiro elétrico de 73 anos, já aposentado, era o pai dos seis filhos vivos de Elisabeth , segundo a polícia, que investiga se ele foi responsável pela morte do sétimo bebê.
Fritzl, que está preso, pode responder pelos crimes de omissão de socorro (pela morte do bebê), estupro, incesto e coação, podendo pegar prisão perpétua.
Ele compareceu na terça-feira a um tribunal regional e, segundo autoridades, nada declarou. Aparentava calma e foi colocado numa cela onde é monitorado para que não tente suicídio.
Elisabeth Fritzl diz que seu pai o atraiu para o porão em 1984 e a drogou e algemou para aprisioná-la. O pai, no entanto, informou que encarcerou a filha por 24 anos para livrá-la de drogas .
Seu destino veio à tona quando a filha de 19 anos adoeceu e foi hospitalizada. Os médicos então pediram que a mãe se apresentasse para dar detalhes de seus antecedentes clínicos.
A moça está na terça-feira em estado grave, mas estável, em coma induzido e respirando por aparelhos.
- Nossa paciente está num estado de grave risco, resultado da falta de oxigênio em algum momento entre quarta e sexta-feira, quando foi internada - disse o médico Albert Reiter.
Fritzl trouxe Elisabeth e os seus dois filhos restantes para fora do porão depois que a moça foi hospitalizada.
Ele alegou a Rosemarie, sua esposa, que a filha "desaparecida" havia decidido voltar para casa.
Elisabeth e seus três filhos eram mantidos num local que em alguns pontos não tinha mais de 1,70 metro de altura e continua uma cela acolchoada, segundo as autoridades.
Fotos mostram uma estreita passagem que levava aos cômodos - uma cozinha, com desenhos infantis nas paredes, um quarto de dormir e um pequeno banheiro com chuveiro.
Há dois anos, a Áustria já havia ficado chocada com a história da adolescente Natalia Kampusch , que passou oito anos presa num porão perto de Viena, até que conseguiu fugir. O seqüestrador se matou. Na segunda-feira, a jovem ofereceu ajuda à família de Elisabeth .
O Globo Online, 30/04/2008.
A prefeitura de Amstetten ainda não soube informar como o porão da casa de Josef não foi descoberto quando a obra da residência foi aprovada.
Cerca de 200 moradores da cidade, a pequena cidade no Sul da Áustria onde Josef construiu a sua "casa dos horrores", fizeram uma vigília à luz de velas na praça central. Na segunda-feira, a família do austríaco se reencontrou pela primeira vez desde o fim do caso, num momento que os médicos descreveram como "impressionante". Elisabeth deixou o porão onde estava trancada com três filhos e se reencontrou com três outros filhos, que haviam sido separados dela logo após o nascimento. Um sétimo bebê morreu no porão.
- Eles se reencontraram no domingo de manhã e foi impressionante como foi fácil pôr as crianças juntas. As crianças estão bastante bem - disse Berthold Kepplinger, diretor-médico da Policlínica Provincial da Baixa Áustria, em entrevista coletiva na terça-feira.
- Todos se encontraram no hospital (psiquiátrico onde passam por tratamento) ontem à noite. Foi um momento muito tocante, bastante dramático e emocionante para todos - informou uma fonte da polícia. - Houve lágrimas e uma das crianças que cresceu no porão estava com medo. Foi muito duro para eles. Eles não são tão articulados quanto os irmãos mas puderam se expressar, foi um momento feliz - completou. Felix, o mais novo, fez 6 anos e teve a sua primeira festa de aniversário, com torta e parabéns.
- O mundo parece pensar que Amstetten é uma cidade horrível, e que as pessoas da comunidade não se importam com as outras. Queremos mostrar que isso não é verdade - disse a organizadora da manifestação em apoio à família, Elisabeth Anderson.
Leopold Etz, da comissão de investigação, disse que as crianças encarceradas olharam para a rua com muita alegria. Exclamaram ao andar pela primeira vez de carro, ao ver a lua e ao sentir o vento, numa temperatura amena de 20 graus centígrados. Os seis filhos sobreviventes deverão receber identidades novas.
O ministro da Justiça do país apresentou na terça-feira um projeto que fortalece a "lei de proteção às vítimas", especialmente em casos de abuso sexual.
Elisabeth, de 42 anos, passou mais de metade da vida sem ver a luz do sol, ao lado da filha, hoje com 19 anos, e de dois filhos, de 18 e 5.
Duas outras meninas e um menino viviam na casa acima do porão com Fritzl e sua esposa, Rosemarie, que também teve sete filhos com ele.
Os três filhos que ficaram no porão sabem ler e escrever rudimentarmente. Kepplinger sugeriu que eles podem fazer o processo de recuperação numa escola da própria clínica.
Pai pode pegar prisão perpétua pelos crimes
Exames de DNA confirmaram que Fritzl, um engenheiro elétrico de 73 anos, já aposentado, era o pai dos seis filhos vivos de Elisabeth , segundo a polícia, que investiga se ele foi responsável pela morte do sétimo bebê.
Fritzl, que está preso, pode responder pelos crimes de omissão de socorro (pela morte do bebê), estupro, incesto e coação, podendo pegar prisão perpétua.
Ele compareceu na terça-feira a um tribunal regional e, segundo autoridades, nada declarou. Aparentava calma e foi colocado numa cela onde é monitorado para que não tente suicídio.
Elisabeth Fritzl diz que seu pai o atraiu para o porão em 1984 e a drogou e algemou para aprisioná-la. O pai, no entanto, informou que encarcerou a filha por 24 anos para livrá-la de drogas .
Seu destino veio à tona quando a filha de 19 anos adoeceu e foi hospitalizada. Os médicos então pediram que a mãe se apresentasse para dar detalhes de seus antecedentes clínicos.
A moça está na terça-feira em estado grave, mas estável, em coma induzido e respirando por aparelhos.
- Nossa paciente está num estado de grave risco, resultado da falta de oxigênio em algum momento entre quarta e sexta-feira, quando foi internada - disse o médico Albert Reiter.
Fritzl trouxe Elisabeth e os seus dois filhos restantes para fora do porão depois que a moça foi hospitalizada.
Ele alegou a Rosemarie, sua esposa, que a filha "desaparecida" havia decidido voltar para casa.
Elisabeth e seus três filhos eram mantidos num local que em alguns pontos não tinha mais de 1,70 metro de altura e continua uma cela acolchoada, segundo as autoridades.
Fotos mostram uma estreita passagem que levava aos cômodos - uma cozinha, com desenhos infantis nas paredes, um quarto de dormir e um pequeno banheiro com chuveiro.
Há dois anos, a Áustria já havia ficado chocada com a história da adolescente Natalia Kampusch , que passou oito anos presa num porão perto de Viena, até que conseguiu fugir. O seqüestrador se matou. Na segunda-feira, a jovem ofereceu ajuda à família de Elisabeth .
O Globo Online, 30/04/2008.
Travesti que acusa Ronaldo de não pagar por programa pode ser indiciado por tráfico

O travesti André Luis Ribeiro Albertino, conhecido Andréa Albertino, que acusou o jogador Ronaldo Fenômeno de não ter pago por um programa , pode ser indiciado por tráfico de drogas. Em depoimento na segunda-feira, o travesti afirmou que o craque do Milan teria pedido a ela que comprasse drogas, e que ela teria ficado com o documento do carro do jogador como garantia de pagamento. Para o delegado Carlos Augusto Nogueira, da 16ª DP (Barra da Tijuca), se isso for verdade ele vai responder por tráfico de drogas.
- A Andréa é tão desnorteado, que se ele fez isso ele vai responder por crime de tráfico, de 5 a 15 anos. Mentem tanto que fica difícil saber o que aconteceu - diz o delegado
O delegado afirmou ainda que vai abrir inquérito para investigar se o jogador foi vítima de extorsão e furto, uma vez que em depoimento na terça-feira, uma gerente do motel contou que viu Andréa abrindo o carro de Ronaldo para furtar o documento do veículo e que o jogador, já na portaria do motel, mesmo sem ter feito o programa, queria pagar 600 dólares à Andréa. Ainda segundo a gerente, o travesti dizia, aos gritos, que só aceitaria R$ 50 mil. A extorsão também foi confirmada pelo travesti Carla Tamini, que também participou do programa.
- Ela fala nesse depoimento que Andréa exigiu do jogador Ronaldo R$ 50 mil para não levar o que aconteceu no motel à imprensa. Isso caracteriza em tese extorsão, com pena de 4 a 10 anos - disse o delegado.
Na segunda-feira, o travesti André Luis Ribeiro Albertino acusou o jogador de não ter pago pelas drogas e pelo programa que ele teria feito num motel da Barra da Tijuca. Ronaldo, no entanto, afirma que Albertino teria exigido R$ 50 mil dele para não divulgar o encontro à imprensa. Na página oficial do jogador, foi publicado um comunicado oficial, que reafirma que Ronaldo nunca foi usuário de drogas, é militante de causas sociais e sempre foi admirado por crianças e adolescentes do mundo inteiro. Em nota oficial , o jogador do Milan reafirma que foi vítima de uma tentativa de extorsão e que, se necessário, tomará as atitudes cabíveis.
O caso foi assunto no mundo inteiro. A imprensa internacional ficou do lado de Ronaldo na polêmica com travestis Fotos do travesti André Luís Ribeiro Albertino, conhecido como Andréa, estamparam o "La Gazzetta Dello Sport" e o "La Reppublica", na Itália. O espanhol "El país" veio com o título: "Ronaldo extorquido por um travesti".
A equipe em que Ronaldo joga, o Milan, informou que não vai comentar o incidente com o jogador. "São questões pessoais que a sociedade não pretende comentar", declarou laconicamente o porta-voz do clube.
O Globo Online, 30/04/2008.
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