quinta-feira, 1 de maio de 2008

MP quer dona da Daslu 28 anos na cadeia

Para promotor, ficou provado que ela e irmão usavam empresas registradas em nome de outros cinco acusados.

Um mínimo de 28 e um máximo de 116 anos de prisão é o que o Ministério Público Federal (MPF) pediu ontem à Justiça como pena para Eliana Tranchesi e Antônio Carlos Piva de Albuquerque, donos da Daslu. Quase três anos depois de a Operação Narciso ter sido deflagrada contra um suposto esquema de contrabando, falsificação de documentos e sonegação de impostos, o procurador da República Mateus Baraldi Magnani entregou as alegações finais da acusação no processo. Mais do que a condenação, ele quer uma pena dura para os réus.

O procurador justifica o pedido dizendo que a pena deve ser proporcional ao dano causado pelos criminosos. 'É necessário salientar que as ações fiscais desenvolvidas frente as empresas de titularidade dos réus e em face às pessoas físicas dos mesmos, se somados os valores já apurados pelos Fiscos Federal e estadual, atingem a cifra de aproximadamente R$ 1 bilhão.'

Magnani afirma ainda que a Daslu praticamente não tinha livros contábeis. 'O poder econômico, a projeção social e o poder político talvez tivessem alimentado durante muito tempo a crença na impunidade.' Eliana e Albuquerque, que é seu irmão, negaram as acusações durante interrogatório.

Laranja

Mas, para Magnani, ficou provado que ela e o irmão usavam as empresas registradas no nome dos outros cinco acusados do processo. As importadoras desses empresários funcionariam como 'laranjas' de um esquema bilionário de fraudes em importações. Em nove operações de importação, o MPF afirma ter obtido provas dessas fraudes.

'Os denunciados compunham uma quadrilha criada pelos réus Antônio Carlos e Eliana para fraudar a fiscalização alfandegária e iludir o pagamento de tributos devidos na importação', disse o procurador. Segundo ele, a Daslu negociava e comprava mercadorias no exterior, 'sendo certo que até a escolha era feita pessoalmente por Eliana ou por preposto seu e, em seguida, quando da chegada das mercadorias na aduana, as importadoras eram responsáveis pela realização dos atos de desembaraço'.

A Daslu sumia da transação da importação. Além disso, os valores declarados nas notas eram de apenas 10% a 25% do real valor da mercadoria. O departamento de Justiça dos Estados Unidos forneceu ao procurador documentos mostrando que era a própria Daslu, e não as importadoras, quem fazia as compras naquele país de produtos das grifes Ralph Lauren, Donna Karan e Marc Jacobs. 'Tem-se por patente que o modo de agir dos quadrilheiros em todos os casos era muito semelhante.' Duas testemunhas acusam Eliana de chefiar o esquema. São Elizabeth Bailly, ex-funcionária da Daslu, e Mariangela Tranchesi, ex-cunhada de Eliana. 'Ela era a diretora-geral de tudo', disse Mariangela.

Nota

A Daslu divulgou uma nota por meio de sua assessoria de imprensa dizendo que era prevista a manifestação do MPF. 'Trata-se do andamento normal de um processo. Não podemos fazer qualquer comentário pois não tivemos acesso à manifestação. A defesa será intimada e apresentará sua alegações finais e contestação às acusações do MP, inclusive com pedidos de produção de provas da defesa', diz o comunicado. 'De todo modo qualquer decisão proferida ainda estará sujeita à revisão pelo Tribunal. Assim, é prematuro fazer qualquer comentário sobre os desdobramentos do processo', conclui a nota. O escritório Joyce Roysen Advogados está encarregado do caso, de acordo com a assessoria da Daslu.


Estadão

Juiz solta suspeita de roubos de luxo e golpes





Kelly foi presa no Itaim no ano passado e levada para a Penitenciária Feminina de Taubaté.

Após permanecer presa durante oito meses, Kelly Samara Carvalho dos Santos, 19 anos, foi absolvida e está de volta às ruas. A jovem causou polêmica no ano passado, ao ser acusada pela polícia de aplicar golpes em locais freqüentados pela alta classe, seduzir homens para roubá-los e hospedar-se em hotéis de luxo sem pagar as diárias.



Mas, no último dia 2, o juiz Luiz Fernando Migliori Prestes, da 22ª Vara Criminal de São Paulo, considerou que não havia prova contra a jovem e, por isso, a absolveu da acusação de estelionato. Em sua decisão, Prestes afirma que nos autos não havia um único depoimento de vítima que teria sido enganada ou seduzida pela jovem.



Kelly ainda responde a processos por furto e falsidade ideológica, mas não há pedidos de prisão para esses casos. A jovem cumpria pena na Penitenciária Feminina de Taubaté, no Interior, após ter passado pela Penitenciária Femina Sant' Anna, na Zona Norte.



Na terça-feira, 29, por telefone, o advogado Gilson Roberto Ancel disse que Kelly está morando com um amigo, em um apartamento na Bela Vista, Centro. 'Ela pretende comprar ou alugar um imóvel nos Jardins, para ter o canto dela.' Ele afirmou ainda ter arrumado um emprego para a cliente, na administração de uma escola particular de classe média.



O advogado revelou que a jovem já entrou em contato com a família e deve visitá-la no próximo mês. 'Em junho, também deve retomar os estudos', disse.



Ancel também contou que a moça sofreu 'represália' das outras detentas na prisão. 'É uma menina bonita com outro nível social, o que incomoda.' Segundo ele, Kelly levou uma tesourada de uma presa na altura das costas.



Criada por família humilde em Amambai, no Mato Grosso do Sul, Kelly cursou até a 5ª série do ensino fundamental. No final do ano passado, Kelly enviou uma carta ao JT onde contou parte de sua infância e também alegou ter sido vítima de um ex-namorado, que morava com ela na região dos Jardins.



Em um dos trechos da carta, Kelly narra ter sido criada por empregadas, babás e que a mãe se distanciou cedo dela, o mesmo teria acontecido com o pai dela.



Em Mato Grosso do Sul, Kelly já tinha sido detida mais de uma vez pela polícia e tem também passagens pelo Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente. Quando foi presa, no Itaim, na Zona Sul, Kelly disse que 'queria chamar atenção da família', mas tinha 'acabado com sua vida'.


Estadão

Homem atira na cabeça do filho e se mata em São Paulo

Jovem de 24 anos descobriu que era traído pela mulher e resolveu se vingar; criança de 2 anos segue internada.

Inconformado com a traição, Sidney da Luz Nascimento, 24 anos, fez reféns a mulher Roberta Silva Guimarães Dutra, 25 anos; o filho, Artur do Nascimento, 2 anos; e a sogra, Francisca Guimarães, 50 anos, durante duas horas, na noite de quarta-feira, 30, no Centro da Capital. A polícia cercou o local. Armado com revólver 32, ele atirou na cabeça da criança e cometeu suicídio. O menino está internado em estado grave na Santa Casa de Misericórdia.



A tragédia aconteceu no apartamento 228 do prédio número 240 da Rua Mauá, na Luz. Segundo o tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, comandante do 7º Batalhão, Nascimento descobriu que sua mulher tinha um relacionamento extraconjugal e decidiu se vingar.



Transtornado, Nascimento fez a família refém às 19h20. A PM foi avisada. Telhada e outros 40 PMs cercaram a área e isolaram parte da rua. O oficial contou que chegou a negociar com o homem. "Ele parecia tranqüilo e disse estar disposto a liberar os reféns", contou.



Nascimento até colocou o filho para conversar com o tenente-coronel. "As negociações caminhavam bem. Mas, por volta das 21h20, ele pôs fogo no apartamento e agrediu a sogra a coronhadas. A mulher entrou em luta corporal com ele. Ouvimos o primeiro disparo e invadimos o imóvel. Em seguida escutamos o segundo disparo."



Nascimento morreu no local. Até as 23 horas de quarta-feira, a criança passava por cirurgia. A delegada Elizabete Galvão, do 3º DP (Campos Elíseos) ia registrar a ocorrência. Telhada afirmou que Nascimento já tinha tentado se matar há 15 dias. Acrescentou ainda que a família do desempregado tem histórico de suicídio e que o irmão dele se matou há 6 meses.


Estadão

Ensino a distância

Lançada originariamente há quase trinta anos pela Universidade de Brasília (UnB), com base em experiências desenvolvidas por universidades inglesas, a chamada "educação a distância", que não exige a presença de estudantes em sala de aula, é hoje um grande sucesso no País. Adotado pelas universidades públicas, especialmente as federais, a partir do início da atual década, esse tipo de ensino têm cerca de 830 mil alunos regularmente matriculados em cursos de graduação e de pós-graduação lato sensu (que é voltado à formação de especialistas).

Comparativamente, em 2000 só havia 10 cursos desse tipo na graduação, com um total de apenas 8 mil alunos. Atualmente, estão credenciados no Ministério da Educação (MEC) 349 cursos a distância, com mais de 430 mil alunos. Na pós-graduação são 255 cursos, com mais de 390 mil estudantes. No início, a educação a distância fazia parte dos chamados "programas de extensão universitária", atendendo às necessidades dos Estados mais pobres do País.

Com o tempo, o número de cursos de especialização foi suplantado pelo número de cursos de graduação criados com o objetivo de formar professores para as escolas da rede pública de ensino básico situadas em cidades longínquas ou em zonas rurais. "Como uma professora que é casada, tem filhos e mora no interior pode vir para a capital e cursar uma faculdade? Também não podemos levar os professores para lá. Consideramos que é um compromisso da universidade pública formar essas pessoas", diz a pró-reitora adjunta de graduação da Universidade Federal de Minas Gerais, Maria Carmela Polito Braga.

Apesar de alguns especialistas verem com reservas os cursos não presenciais, os resultados dos programas de educação a distância das universidades públicas têm sido surpreendentes. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), vinculado ao MEC, os estudantes desse tipo de ensino obtiveram uma pontuação superior à dos alunos dos cursos convencionais em 7 de 13 graduações - entre elas Matemática, Biologia, Física e Administração - avaliadas no último Exame de Desempenho dos Estudantes (Enade). Nos outros 6 cursos avaliados, dos quais se destacam Letras, História e Geografia, as notas foram semelhantes. Os alunos dos cursos não presenciais são "diferenciados" e os números mostram que "o sistema ganhou credibilidade", diz Fábio Sanches, coordenador do Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância, que acaba de ser divulgado pelo MEC.

Segundo o Anuário, o aluno de um curso a distância está na faixa etária de 30 a 35 anos. Ele é casado, com filhos, fez o ensino básico numa escola pública, trabalha de dia e tem um rendimento médio mensal de até três salários mínimos. "Em geral, é um público mais disciplinado, mais dedicado, porque o ensino a distância é a (única) oportunidade que ele tem", afirma o pró-reitor da Universidade Metodista de São Paulo, Luciano Sathler, que oferece 11 cursos a distância. "Os alunos já estão no mercado de trabalho, não conseguiram concluir uma faculdade quando eram mais jovens ou já estão formados em outras áreas", conclui. "Como não temos a figura do professor da disciplina, precisamos entender tudo para ir bem nas provas", diz Dayselane Pimenta, que ensina matemática numa escola estadual e faz pós-graduação a distância na Universidade Federal Fluminense.

A maioria dos cursos a distância funciona por meio da distribuição de apostilas e livros e de uma plataforma na internet, que permite aos alunos acessar aulas, conteúdos e sugestões bibliográficas. Uma vez por semana, um tutor esclarece dúvidas e dá orientações aos alunos. O sistema de avaliações muda de instituição para instituição, mas dois terços dos cursos aplicam provas escritas e provas práticas presenciais. O terço restante exige entrega de relatórios de leitura, atividades de pesquisa e trabalho de conclusão de curso.

O Anuário que o MEC acaba de divulgar mostra que o ensino a distância, além de oferecer oportunidade de formação superior a quem mora em cidades longínquas ou em zonas rurais, pode ter qualidade equivalente aos cursos presenciais.


Estadao

Dois policiais são presos acusados de extorquir dinheiro do PCC

Afastados, eles foram reconduzidos ao trabalho por ordem do secretário-adjunto de Segurança, segundo delegado.

Uma operação do Ministério Público Estadual (MPE) pôs na cadeia ontem dois investigadores acusados de montar um esquema criminoso de escutas telefônicas para extorquir dinheiro de integrantes da cúpula da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Os policiais são acusados de extorsão em pelo menos três ocasiões. Em uma delas, o descumprimento do acerto de pagamento levou aos ataques contra o DP de Suzano, na Grande São Paulo, um mês antes da primeira onda de atentados promovida pelo PCC, em 2006.

No caso de maior repercussão, os policias Augusto Pena e José Roberto Araújo são acusados de ter seqüestrado, em meados de 2005, o estudante R.O. e de tê-lo mantido em cativeiro na Delegacia de Suzano, até o pagamento de resgate de R$ 300 mil. O rapaz é enteado de Marco Camacho, o Marcola, líder do PCC.

Suspeitos do crime, os investigadores foram afastados das ruas, mas acabaram reintegrados ao trabalho operacional em 11 de janeiro de 2007. Segundo depoimento ao MPE do delegado Nelson Silveira Guimarães, então integrante da cúpula da Polícia Civil, a ordem a favor dos dois suspeitos foi dada por telefone pelo secretário-adjunto de Estado da Segurança Pública, Lauro Malheiros Neto, que nega ter interferido no caso.

Ex-delegado de polícia, Malheiros Neto era advogado quando o enteado de Marcola foi seqüestrado, em 2005. O escritório de seu pai, Lauro Malheiros Filho, foi o que defendeu um dos policiais presos - Augusto Pena - em seu processo de separação. Malheiros Neto assumiu o cargo de secretário-adjunto em 1º de janeiro de 2007. Onze dias depois, Pena saiu da função burocrática em que estava em uma delegacia periférica para ser integrado à Delegacia de Estelionato do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic), um órgão de elite da Polícia Civil.

Apesar de investigarem esse esquema de escutas há mais de um ano, só em março passado os promotores Marcelo Oliveira, Sílvio Loubeh e José Barbutto, do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), de Guarulhos, obtiveram as provas contra os policiais. Eles contaram com uma testemunha-chave. Trata-se de Regina Célia Lemes de Carvalho, que entregou aos promotores 200 CDs com escutas feitas por Pena em 2005 e 2006, além de documentos sobre grampos e apreensões de mercadorias. Regina é ex-mulher do policial, com quem disputa a guarda do filho de 6 anos.

"Ele extorquiu (dinheiro de) toda a cúpula do PCC", afirmou Regina ao Estado. Ela acusa ainda o parceiro de Pena, José Roberto Araújo. Com as gravações e os documentos, os promotores passaram a procurar os outros personagens dessa história. Primeiro, eles ouviram o depoimento do enteado de Marcola. Filho da advogada Ana Maria Olivatto, assassinada em 2002 durante um briga interna no PCC, R. nunca havia sido preso. "Alegaram que ele cuidava de uns chips", afirmou a ex-mulher do policial. Os tais chips seriam para os celulares usados por presos do PCC.

O enteado de Marcola afirmou aos promotores que foi levado para a delegacia de Suzano. Foi colocado em uma sala nos fundos, onde os policiais o mantiveram em cativeiro. Mandaram que telefonasse de um celular para alguém para providenciar o dinheiro. R. ligou para um homem identificado como Gaguinho.

Segundo os promotores, o celular cedido pelos investigadores era um aparelho apreendido dias antes pelos policiais. Ele pertencia à advogada Maria Odete de Moraes Haddad, que defendia Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, terceiro na hierarquia do PCC. A lista das chamadas feitas por esse aparelho prova que ele continuou sendo usado, depois de apreendido, pelos policiais de Suzano.

Em um dos CDs com grampos feitos por Pena, os promotores encontraram gravado o diálogo que R. manteve com Gaguinho. O enteado permaneceu detido sem nenhuma ordem judicial, durante dois dias. Ele só foi solto após o resgate ser pago. Uma advogada e um integrante do PCC teriam levado o dinheiro. "Vamos investigar se houve omissão do delegado", disse o promotor Loubeh.

Os promotores tomaram o depoimento da advogada Maria Odete, que confirmou a apreensão de seu celular e acusou os policiais de extorsão. O Gaerco ouviu os depoimentos de Regina Célia, que confirmou saber de um acerto realizado por Pena e de negociações telefônicas dele, presenciadas por ela, com o enteado de Marcola, no valor de R$ 300 mil.

No último dia 18, foi a vez de o delegado Guimarães depor. Ele afirmou que tomara conhecimento, quando era diretor do Departamento de Polícia da Macro São Paulo (Demacro), de que Marcola havia dito a policiais do Deic que tinha sido vítima de extorsão, cujos autores eram Pena e Araújo. Marcola teria dito que "tal fato não ia ficar barato".

A existência da afirmação feita por Marcola foi confirmada ao Estado por delegados do Deic. Eles contaram que isso ocorreu no dia 12 de maio de 2006, horas antes do começo da onda de atentados que parou o Estado. Como superior de Pena e de Araújo, o delegado determinou o afastamento dos policiais. "Por enquanto, temos provas contra os dois, mas vamos investigar o caso até o fim, não importa aonde a investigação chegará", afirmou o promotor.


Estadão

Cientistas conseguem fazer dedo cortado crescer de novo





Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh criam pó que estimula o crescimento de dedo 'amputado'.

LONDRES - Cientistas americanos conseguiram fazer com que a ponta do dedo de um homem crescesse de novo depois de ter sido cortada fora. Pesquisadores da Universidade de Pittsburgh desenvolveram um pó especial que estimulou as células do dedo ao redor da parte decepada a crescer.

Lee Spievak, de 69 anos, havia perdido a ponta do dedo ao colocá-la na hélice de um avião miniatura. Mas, agora, Spievak tem uma ponta regenerada, com pele, nervos, unha e até mesmo sua impressão digital. Isso foi possível depois que recebeu do irmão, Alan, que trabalha com medicina regenerativa, o pó desenvolvido pelos cientistas da Universidade de Pittsburgh.

"Na segunda vez que eu coloquei o pó, eu já pude perceber que o dedo havia crescido. A cada dia, crescia um pouco", Spievak contou ao correspondente da BBC em Ohio, Matthew Price. "Levou cerca de quatro semanas até fechar completamente", afirmou. Agora, ele diz ter "movimento e sensibilidade total".

Bexiga de porco

O pesquisador Stephen Badylak, da Universidade de Pittsburgh, desenvolveu o pó usando células da parte interna da bexiga de um porco.
O tecido retirado é colocado em um ácido e submetido a um processo de secagem. Em seguida é transformado em um pó.

"Há vários tipos de sinais no corpo. Alguns são bons para deixar cicatrizes, outros para criar tecidos regenerativos", diz Badylak.

O cientista acredita que o pó criado conseguiu estimular as células do tecido a crescer em vez de cicatrizar.

Se for aperfeiçoada, a técnica poderia ser usada para tratar pele com queimaduras sérias e até mesmo órgãos danificados. "Eu acredito que dentro de dez anos nós teremos maneiras de fazer com que o osso se regenere e promover o crescimento de tecidos ao redor do osso. E isso é um grande avanço para, eventualmente, conseguir restaurar um membro inteiro", afirmou Badylak.

Os cientistas pretendem testar a nova técnica em Buenos Aires em uma mulher que sofre de câncer do esôfago, e militares americanos devem iniciar testes em soldados que perderam parte dos dedos em ação.


BBC Brasil

Fritzl 'trabalhou no Brasil', diz jornal austríaco

Austríaco que manteve filha presa teria trabalhado na construção de hidrelétrica.

VIENA - Josef Fritzl, o austríaco que admitiu ter mantido a própria filha em cativeiro durante 24 anos, teria trabalhado na construção de uma hidrelétrica no Brasil na década de 60, segundo uma reportagem do jornal austríaco Kurier. De acordo com o jornal, a informação foi obtida com um ex-colega de Fritzl. Segundo a reportagem, o técnico em eletrônica trabalhou, até 1967, para a Voest Alpine, uma empresa especializada na construção de usina hidrelétricas no mundo todo com sede na cidade austríaca de Linz.

Hoje, o departamento da Voest que cuidava da construção de equipamentos hidráulicos, a VA Tech Hydro, pertence a uma outra empresa, de nome Andritz. A reportagem da BBC Brasil entrou em contato com o departamento de comunicação de ambas as corporações, mas foi informada que elas não possuem mais registros de seus funcionários daquela época.

O autor da reportagem do Kurier, Harald Schume, disse à BBC Brasil que a informação foi obtida com Markus Pieske, ex-funcionário da Voest Alpine nos anos 60. Segundo Schume, Pieske, porém, não soube precisar o ano nem o local em que Fritzl teria estado no Brasil.

A suposta passagem de Josef Fritzl pela cidade de Linz também suscitou uma nova polêmica. O jornal local Ö Nachrichten publicou a entrevista de uma mulher, não identificada pela reportagem, que afirma ter sido violentada por ele na cidade no ano de 1967. Segundo ela, Fritzl teria cumprido 18 meses na prisão pelo crime, cujos registros teriam prescritos no início dos anos 80.

Há também a suspeita de que Fritzl possa estar envolvido na morte de Martina P. Em 22 de novembro de 1986, o corpo da jovem de 17 anos foi encontrado com sinais de violência sexual à beira do lago de Mondsee, perto do local onde Fritzl mantinha uma pensão junto com a esposa.

Em entrevista coletiva realizada na tarde de quinta-feira, o chefe de polícia da Áustria Baixa, Franz Polzer, afirmou que as autoridades vão investigar todo o passado do acusado para verificar se ele esteve envolvido em outros crimes. Mas afirmou que a prioridade, no momento, é esclarecer todos os detalhes envolvendo o cárcere privado de Elisabeth Fritzl.


BBC Brasil, 01/04/2008.

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