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terça-feira, 25 de agosto de 2015

5 filmes para entender a luta antimanicomial

A loucura é um dos temas controversos mais adorados pelos leitores do Justificando.Thayara Castelo Branco, advogada e nossa colunista, já escreveu sobre dois episódios barbarescos na história brasileira: o Holocausto Manicomial de Barbacena, como também sobre outro episódio mais desconhecido do público em geral, mas também com episódios chocantes - o Hospital de Juquery. E não para por aí.Gerivaldo Neiva, juiz de Direito na Bahia e também nosso colunista, falou sobre a loucura, quando tratou da humanização do tratamento aos "alienados".
Enfim, loucura, no Justificando, é papo cabeça e a luta antimanicomial é uma causa para se olhar com carinho. Por isso, nada mais justo que uma lista de filmes perfeitos para você que se interessa pelo tema e, até mesmo, o estuda. Confira os 10 filmes mais legais sobre a loucura.
#5. Bicho de Sete Cabeças
5 filmes para entender a luta antimanicomial
Certamente, o filme figura nas memórias brasileiras como um dos melhores filmes nacionais já vistos. O filme é baseado no livro autobiográfico "Canto dos Malditos", de Austregésilo Bueno. Com bela atuação de Rodrigo Santoro, Bicho de Sete Cabeças mostra a vida de Neto, adolescente de classe média alta institucionalizado após seus pais encontrarem um cigarro de maconha em seu bolso.
Dois problemões aí, né? Primeiro, o fato de a droga ser motivo de criminalização aos pais; e, segundo, a institucionalização em um ambiente absolutamente desumanizador àquele que sequer possui problemas mentais. Erro feio, erro rude.
Durante a narrativa, Neto vivencia a terrível rotina de um hospital psiquiátrico - feita de tratamentos de choque e tratamento desumano aos pacientes. Prato cheio para quem apoia o movimento antimanicomial!
Curtiu? Então assista, oras!)
#4. Um Estranho no Ninho
5 filmes para entender a luta antimanicomial
Quem nunca assistiu esse filme com a família em um domingo preguiçoso? Se você ainda não fez isso, chegou o momento. Um Estranho no Ninho é aquele filme que te faz chorar, ter esperança na vida e amar mais uma atuação incrível de Jack Nicholson (<3 p="">
Baseado em fatos reais, meus caros! Randle McMurphy, personagem de Nicholson, finge estar louco para não ter de ir ao trabalho.
Mas não sai incólume da situação. McMurphy é enviado para um manicômio, é claro, e lá conhece os mais terríveis costumes da instituição e as melhores pessoas de sua vida. Não obstante, faz com que os internos se revoltem às estritas normas da enfermeira-chefe, mas sofre com as consequências de seu comportamento, sendo mais uma das vítimas do hospital psiquiátrico. Simplesmente excelente.
#3. Uma Mente Brilhante
5 filmes para entender a luta antimanicomial
Um dos grandes ditados da sabedoria popular diz que os grandes gênios são loucos. Uma Mente Brilhante, filme baseado em fatos reais, mostra que a frase pode estar certa. John Nash, interpretado por Russell Crowe, foi considerado um dos grandes gênios da matemática após ter formulado um complexo teorema com apenas 21 anos de idade. Conhecido por suas habilidades fora do comum, começa a trabalhar para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos - o início de seu fim.
Representando o sofrimento dos esquizofrênicos, o filme ajuda a entender um pouco mais sobre a doença e fazer com que repensemos o tratamento dos acometidos por essa doença. Um primeiro passo para acabar com o preconceito, não é mesmo?)
#2. Jogo da Imitação
5 filmes para entender a luta antimanicomial
Na mesma leva dos filmes baseados em fatos reais e em figuras reais, Jogo da Imitação narra a vida (dentro do possível) de Alan Turing, o pai da computação moderna. Interpretado por Benedict Cumberbatch, o matemático participa da criação de uma das máquinas que decodificaram os códigos de guerra nazistas e ajuda a evitar ainda mais mortes decorrentes da Segunda Guerra Mundial.
Mas, talvez o maior desafio de Turing não fosse decifrar códigos. O matemático era um homossexual não assumido, e sofreu imensamente com isso. Quando descoberto, foi condenado por "vícios impróprios" (que eram nada mais, nada menos, que sua homossexualidade), mas decidiu pela pena alternativa de castração química.
Foi também por um tempo internado em um manicômio militar, sofrendo tratamentos de choque. Muito fragilizado psicologicamente, Turing se suicidou por envenenamento. O que teria sido do matemático se fosse tratado como um ser humano?
#1. Ilha do Medo
5 filmes para entender a luta antimanicomial
Martin Scorcese. (Precisa falar mais?) Esse filme de 2010 é mais uma das belas produções do diretor de Taxi Driver, cujo tema gira em torno de realidades paralelas e psicopatologia.
Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo investigam o desaparecimento de um paciente do Hospital Psiquiátrico Shutterisland, o qual ninguém sabe a real identidade. A história já é sombria o suficiente quando os detetives vão ao hospital, que fica no meio do nada. É, meus amigos, imaginem aquele hospital macabro, com ares de abandonado, cheio de pessoas classificadas como as mais perigosas do país, e, se não bastasse, uma tempestade. Combinação bizarra. Para saber o desenrolar da história, só assistindo - porque né, não dá para sair assim dando spoiler.
O que se pode dizer é: tem lobotomia e tem absurdo.
Vamos falar sobre os direitos fundamentais das pessoas com doenças mentais?

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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

Sugestões: Livros e Revistas

  • AGUIAR, Geraldo Mario de. Sequestro Relâmpago. Curitiba: Protexto, 2008.
  • ANDRADE, Vera Regina Pereira de. Sistema Penal Máximo x Cidadania Mínima: códigos da violência na era da globalização. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2003.
  • ANDRADE. Pedro Ivo. Crimes Contra as Relações de Consumo - Art. 7º da Lei 8.137/90. Curitiba: Juruá, 2006.
  • ANITUA, Gabriel Ignácio. História dos Pensamentos Criminológicos. Rio de Janeiro: Revan/ICC, 2008. Coleção Pensamento Criminológico n. 15.
  • ARAÚJO, Fábio Roque e ALVES, Leonardo Barreto Moreira (coord.). O Projeto do Novo Código de Processo Penal. Salvador: Juspodivm, 2012. 662p.
  • AZEVEDO, Rodrigo Ghiringhelli de; CARVALHO, Salo de. A Crise do Processo Penal e as Novas Formas de Administração da Justiça Criminal. Porto Alegre: Notadez, 2006.
  • BAKER, Mark W. Jesus, o Maior Psicólogo que Já Existiu. São Paulo: Sextante, 2005.
  • BARATA, Alessandro. Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal: introdução à sociologia do direito penal. Trad. e pref. Juarez Cirino dos Santos. 3. ed. Rio de Janeiro: Revan/ICC, 2002. ( Pensamento criminológico; 1)
  • BARBATO Jr, Roberto. Direito Informal e Criminalidade: os códigos do cárcere e do tráfico. Campinas: Millennium, 2006.
  • BARKER, Gary T. Homens na linha de fogo - juventude, masculinidade e exclusão social. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2008.
  • BATISTA, Vera Malagutti. Dificeis ganhos faceis. 2. ed. Rio de Janeiro: Revan/ICC, 2003. (Pensamento criminológico; 2)
  • BOURDIEU, Pierre. A dominação masculina. Trad. Maria Helena Kühner. 4. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005.
  • BRAUN, Suzana. A violência sexual infantil na família: do silêncio à revelação do segredo. Porto Alegre: AGE, 2002.
  • CARNEGIE, Dale. Como fazer amigos e influenciar pessoas. Trad. de Fernando Tude de Souza. Rev. por José Antonio Arantes de acordo com a edição americana de 1981 aumentada por Dorothy Carnegie. 51. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2003.
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  • CARVALHO, Salo de. Anti Manual de Criminologia. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2008.
  • CARVALHO, Salo de. Crítica à Execução Penal - 2. ed. rev., ampl. e atual. de acordo com a Lei nº 10.792/2003. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2007.
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  • NEVES, Eduardo Viana Portela. Criminologia para concursos públicos. Salvador: Juspodivm, 2013.
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  • NUCCI, Guilherme de Souza. Código Penal Comentado. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
  • NUCCI, Guilherme de Souza. Leis Penais e Processuais Penais Comentadas. 3. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008.
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  • POLITO, Reinaldo. Superdicas para falar bem: em conversas e apresentações. São Paulo: Saraiva, 2005.
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  • SUMARIVA, Paulo. Criminologia - Teoria e Prática. Niterói: Impetus, 2013.
  • SÁ, Alvino Augusto de. Criminologia Clínica e Psicologia Criminal. prefácio Carlos Vico Manãs. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007.
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  • VIANNA, Túlio Lima. Transparência pública, opacidade privada: o direito como instrumento de limitação do poder na sociedade de controle. Rio de Janeiro: Revan, 2007.
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  • VILHENA, Leonardo da Silva. A Preclusão para o Juiz no Processo Penal. Curitiba: Juruá, 2007.
  • WACQUANT, Loic. As duas faces do gueto. Trad. Paulo C. Castanheira. São Paulo: Boitempo, 2008.
  • WACQUANT, Loic. As Prisões da Miséria. São Paulo: Jorge Zahar, 2001.
  • WACQUANT, Loic. Punir os Pobres: a nova gestão de miséria nos Estados Unidos. Trad. Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: F. Bastos, 2001; Revan, 2003. (Pensamento criminológico; 6)
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo (org.). Novos Diálogos sobre os Juizados Especiais Criminais. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
  • WUNDERLICH, Alexandre; CARVALHO, Salo de. Dialogos sobre a Justiça Dialogal: Teses e Antiteses do Processo de Informalização. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2002.
  • YOUNG, Jack. A sociedade excludente: exclusão social, criminalidade e diferença na modernidade recente. Trad. Renato Aguiar. Rio de Janeiro: Revan/ICC, 2002. (Pensamento criminológica; 7)
  • ZAFFARONI, Eugenio Raul. Inimigo no Direito Penal. Rio de Janeiro: Revan, 2007. Coleção Pensamento Criminológico n. 14.
  • ZAFFARONI, Eugenio Raul. Manual de Direito Penal Brasileiro: Parte Especial. 2. Ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. Vol. 2.
  • ZAFFARONI, Eugenio Raul; PIERANGELI, José Henrique. Manual de Direito Penal Brasileiro: Parte geral. 7. ed. rev. e atual. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. Vol. 1.
  • ZEHR, Howard. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2008.