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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A POLÍCIA QUER EXTINGUIR AS SUBCULTURAS JOVENS DA INGLATERRA

(Foto por Henry Langston.)
Ninguém – bom, talvez o Charles Bronson – curte ser perseguido pela polícia. Como descobrimos recentemente, isso é ainda mais chato quando o único crime da pessoa é ouvir um tipo relativamente pouco popular de hip hop e, às vezes usar maquiagem de palhaço.
O que mais preocupa nessa ofensiva do FBI aos juggalos é que isso não é novidade. Autoridades visam subculturas há décadas, provavelmente sob a premissa de que alguém vestido intencionalmente como um idiota e assistindo por vontade própria a, digamos, um show inteiro do Phish só pode ser completamente descolado de todas as normas e valores sociais. E isso, claro, se traduz num aumento da propensão a roubar restaurantes de fast food e jogar gatos em rios, levando ao declínio moral de toda uma geração.
O ex-parlamentar conservador Jocelyn Cadbury, por exemplo, culpou o punk e o rock pelo aumento da criminalidade no começo dos anos 1980, argumentando que isso criava um “ethos de violência”. E o governo Tory do começo da década de 1990 introduziu novas leis para impedir a garotada de se reunir em campos, ouvir house e ficar se abraçando.
Para ter uma ideia melhor de como a polícia reprimiu as subculturas jovens da Inglaterra, conversei com o doutor Chris A. Williams, professor de História Urbana e especialista em policiamento e crime, e com seu colega Andrew Wilson, da área da Sociologia, cujos estudos incluem tópicos como drogas e subculturas.
SCUTTLERS
Emergindo das favelas de Manchester no final do século 19, os scuttlers foram talvez a primeira subcultura jovem inglesa – se socar uns aos outros com cintos amarrados nos punhos pode constituir uma “cultura”. Andando pela cidade com tamancos com bico de latão, calças boca de sino e lenços amarrados no pescoço, eles pertenciam a várias gangues de jovens locais e viviam se desafiando para brigas (ou “scuttling”, como isso era chamado por volta de 1873), tentando provar que seu bairro era o mais durão da cidade.
Sabe-se lá o porquê, a polícia não gostava de ver a molecada se socando na rua, então perseguiu implacavelmente qualquer um que tivesse o mais vago envolvimento com esses grupos. “A resposta foi baseada no medo e nos altos níveis de violência”, explicou Williams. “A polícia não precisava saber muito sobre eles, ou ter a certeza de que eram scuttlers – eles podiam se parecer com qualquer jovem da classe trabalhadora.”
Graças à agressão da polícia, a sentenças pesadas e ao aumento dos clubes para juventude e associações de futebol – o que permitiu que os garotos dessem outro foco para sua energia –, os scuttlers já tinham desaparecido antes da virada do século.
(Fotos por Derek Ridgers.)
SKINHEADS
Antes que os skinheads começassem a parecer alguém cooptado por racistas e estilistas holandeses, as autoridades já tinham designado a subcultura relativamente pacífica e apolítica como um perigo para a segurança pública. Afinal, raspar a cabeça e segurar a calça com suspensórios são claramente um sinal de que você curte atacar estranhos com um gargalo quebrado de garrafa. No entanto, como apontou Williams, muita dessa violência inicial foi fabricada pela própria polícia: “Tínhamos uma força policial muito mais classe trabalhadora na época”, ele explicou, “e criar problemas era uma coisa que eles apreciavam muito.”
Wilson acrescentou que os skinheads foram marcados desde o início e eram obrigados a tirar o cadarço dos sapatos em jogos de futebol para que não pudessem correr ou chutar pessoas. “Um elemento da moda skinhead era um pedaço de tecido no seu bolso da camisa”, informa. “Em clubes e bares, quem estivesse usando um desses não conseguia entrar. Em certo momento, muitos deles começaram a usar gravatas vermelhas, e isso era um sinal de alerta. O policiamento baseado no modo de vestir era implacável.”
SOULIES
A cena soul primordial do norte da Inglaterra era formada por adolescentes de regata e calças baggy roubando speed de químicos profissionais. Wilson – ele mesmo um solie na juventude – lembra que “os roubos aconteciam no meio da semana”, em preparação para o final de semana, antes de as pílulas clandestinas se mostrarem uma alternativa um pouco menos problemática do meio dos anos 1970 em diante.
A força policial gradualmente foi percebendo que todos aqueles porões tocando discos importados da Motown também estavam cheios de gente suada usando speed, e o clube Twisted Wheel, de Manchester – o epicentro da cena –, foi fechado em 1971 por pressão da polícia e da prefeitura local. “Era um jogo constante de gato e rato”, completa Wilson. “A polícia te puxava de lado e acendia um isqueiro perto dos seus olhos para ver a dilatação da pupila. Quem não passava no teste era separado dos outros e quem passava era mandado embora. Era um verdadeiro ritual.”
Hippies em 1974, um deles usando uma placa de carro onde se lê “ARRIVE STONED” (foto via).
HIPPIES
O movimento hippie foi a primeira subcultura não pertencente à classe trabalhadora em que as forças de segurança realmente prestaram atenção. Claro, tentar estabelecer a paz mundial e compartilhar herpes não era crime, mas a produção em massa, distribuição e ingestão de LSD era. Isso os levou a ser a primeira subcultura sistematicamente policiada; em vez de bater arbitrariamente em qualquer adolescente, a polícia teve de se esforçar realmente. “Muitos esquadrões de combate às drogas decidiram se disfarçar”, explica Williams. “Os policiais deixavam o cabelo crescer e se disfarçavam como hippies por meses para poder fazer as prisões.”
Essa tática veio à tona durante a Operação Julie, no meio dos anos 1970. Visando derrubar dois grandes cartéis de LSD, a polícia treinou dezenas de agentes nos modos hippies – abrindo caminho para os futuros Mark Kennedys da polícia inglesa – e os despachou a uma fazenda no País de Gales que ficava em frente a uma cabana pertencente a um dos suspeitos. Depois de 13 meses de vigilância, 87 casas na Inglaterra e no País de Gales foram revistadas, o que levou à prisão de 120 suspeitos e à apreensão de 1,1 milhão de tabletes de ácido.
PUNKS
Os punks não foram tão diretamente visados pela polícia como outras subculturas, mesmo que seu comportamento captado pela mídia tenha criado um pânico moral generalizado – isso apesar de a cultura ter sido formulada por estudantes de arte tentando vender mais roupas fetichistas e camisetas com suásticas. Mesmo assim, a polícia estava de olho neles, tudo porque – como Williams colocou – “as comunidades punks e pós-punks eram fortemente alinhadas a políticas de esquerda. Eles eram simpatizantes dos mineiros, por exemplo.”
Previsivelmente, shows de punk eram mais difíceis de organizar. Em dezembro de 1976, Sex Pistols, The Clash e Johnny and the Heartbreakers se juntaram para a Anarchy Tour, uma série de apresentações por todo o Reino Unido. Muitos desses eventos foram cancelados pelos proprietários das casas de shows depois que a polícia local aumentou a apreensão de punks menores de idade e que a mídia nacional mordeu a isca, o que deixou implícito que as bandas e seus fãs não eram o tipo de gente que você queria se embebedando na sua propriedade.
(Fotos por Gavin Watson.)
RAVERS
Nem a polícia nem o governo do final dos anos 1980 sabiam realmente como lidar com os ravers no começo, porque, segundo Williams, esses garotos eram mais indefinidos quando comparados com subculturas mais facilmente reconhecíveis. “As pessoas que frequentavam raves não pareciam necessariamente estar indo a uma rave”, ele frisa. “Você não precisava se vestir de um jeito ridículo para fazer parte da subcultura.”
Claro, o Criminal Justice and Public Order Act foi aprovado em 1994, intensificando a legislação contra festas ilegais. As raves foram então transferidas para locais fechados, assim o governo podia taxar tudo e a polícia faria batidas nos clubes à procura de traficantes e de usuários.
O PEACE CONVOY
É difícil pensar em algo mais ameaçador que um bando de hippies educados andando pelo país, fumando maconha, cozinhando lentilha e tomando banho de rio. Talvez por isso os parlamentares do Tory da época comparavam esses viajantes da Nova Era a “bandidos medievais”, gangues que emboscavam e roubavam as pessoas nas florestas. Assim, a polícia invadiu o Stonehenge Free Festival em 1985, um incidente que depois ficaria conhecido como “a Batalha de Beanfield”.
A emboscada foi caótica, e os jornalistas da época relataram cenas terríveis de brutalidade policial. O repórter da ITN Kim Sabido disse: “testemunhei o tratamento policial mais brutal de toda minha carreira”. Veículos foram parados; janelas, estilhaçadas; e as pessoas, espancadas com cassetetes. Os agentes naturalmente disseram que isso foi uma resposta aos ataques dos hippies com paus, pedras e até coquetéis molotov. Acusações que, estranhamente, nunca mais foram mencionadas nos julgamentos que se seguiram.
De acordo com Williams, “essa foi a primeira vez na história britânica na qual uma subcultura não estava necessariamente sendo abertamente política, mas todos os seus elementos eram tratados como criminosos.”
Tempa T com um taco de beisebol (foto por James Pearson-Howes).
GRIME E GARAGE
De acordo com o professor, o grime e o garage são as primeiras duas subculturas que a polícia considera perturbadoras em muito tempo. Mesmo que ela não possa forçar uma casa de shows a cancelar uma apresentação de grime, “eles ameaçam revogar a licença do local”, explica Williams. “Eles também dificultam a realização de eventos de artistas que consideram problemáticos.” Um exemplo recente foi o show Just Jam no Barbican de Londres, que deveria contar com artistas como JME e Big Narstie. O evento foi cancelado um dia antes por motivos de “segurança pública”, ou seja, os donos do local cederam à pressão policial.
Todo esse controle gira em torno do Form 696, um formulário de avaliação que julga o risco de um suposto crime violento num evento (o Noisey lançou um documentário sobre o assunto no começo do ano). No formulário havia uma pergunta sobre a participação de alguma minoria étnica no evento, uma bandeira vermelha de racismo descarado removida depois, mas a questão continua implícita. Um modo preocupantemente efetivo de policiar uma subcultura musical inteira.
O FUTURO
“A polícia ganhou muito mais poder sobre questões de ordem pública nos últimos 20 anos”, disse Williams. “Hoje as autoridades ficam em cima de qualquer ajuntamento de pessoas.” E ele tem razão – é muito difícil manter as coisas mais calmas do que na época das raves, quando os jovens ingleses tinham de dirigir até um campo e torcer para que tivesse alguma coisa lá. Hoje a polícia geralmente sabe quando uma festa num armazém ou um encontro não programado num patrimônio da humanidade pode acontecer.
Mas para que serve toda essa vigilância? O Occupy – se é que você pode chamar isso de subcultura – esfriou tão rápido quanto começou. A última subcultura musical real do Reino Unido foi o emo – ou talvez a new rave, para quem morava perto do metrô –, e seu único impacto foram algumas manchetes equivocadas no Daily Mail e a proliferação de jovens adultos com os lóbulos da orelha arrombados. “A indústria da música está bloqueando modas genuínas”, sugeriu Williams. “Não vejo nenhuma grande gravadora lançando um single sobre todos os crimes tenebrosos que acontecem hoje em dia.”
Tradução: Marina Schnoor

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Justiça Restaurativa: Marco Teórico, Experiências Brasileiras, Propostas e Direitos Humanos

Sugestões: Livros e Revistas

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